PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Desporto

Irina Rodrigues: “Ninguém brilha mais por a luz dos outros estar apagada””

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
14/07/16 12:07
em Desporto
Irina Rodrigues: “Ninguém brilha mais por a luz dos outros estar apagada””
Share on FacebookShare on Twitter

A Irina andou uma década na natação e depois, já no atletismo, foi no mesmo ano campeã nacional de juvenis do salto em altura, do lançamento do peso e do lançamento do disco. Esta é a prova com que sempre sonhou ir aos Jogos Olímpicos?
Acima de tudo o sonho é ir aos Jogos Olímpicos, mas se me dessem a escolher entre salto em altura e lançamento do disco – e tivesse o mesmo potencial para ambas – admito que seria uma opção difícil. Quando era juvenil e fui campeã nacional no salto em altura, o professor Favas, que era de Caldas da Rainha, disse-me que deveria escolher entre o salto em altura e o lançamento do disco, mas o Paulo Reis, que ainda hoje é meu treinador, garantiu logo que seria lançadora. Segui os conselhos dele, que é uma pessoa que tem experiência, e agora percebo que para ser saltadora de nível internacional precisava de muito mais do que tenho. Basta olhar para o meu corpo para perceber que sou de um género muito mais para o gordinho do que para o magrinho. Seria muito difícil, teria de fazer uma enorme restrição diária calórica, o que me iria afectar imenso psicologicamente. Tenho uns braços muito grandes, uma envergadura muito superior à minha altura e foi ela que me destacou sempre e permitiu ver que era por ali que podia seguir este sonho. Claro que a devo ao facto de ter nadado durante dez anos. Alargou-me muito as costas e permitiu-me desenvolver os membros superiores.

A sensação de ir aos segundos Jogos Olímpicos é a mesma da primeira vez?
Nos primeiros foi mais especial. Vinha de um ano muito difícil a nível pessoal e o médico da Federação Portuguesa de Atletismo disse que seria muito difícil ir a uns Jogos Olímpicos ou ter uma presença internacional nesse ano. O facto de ter conseguido foi como vingar-me de tudo e de todos, até de mim. Se era improvável, mesmo por razões médicas, como consegui? Foi Deus que me ajudou. Muitas pessoas duvidaram e houve até quem pensasse que estava dopada, o que é muito triste, porque trabalho muito e sacrifico-me imenso pela minha carreira.

Há muita maledicência neste meio?
Sim, tem que ver com a educação e a personalidade de cada um. O facto de as pessoas criticarem é algo que me deixa triste, porque não têm a noção dos sacrifícios que se fazem. Deixa-se, às vezes, de se ter uma vida. Tento fazer o meu caminho, fico feliz com os resultados dos outros, e penso sempre que ninguém brilha mais por a luz dos outros estar apagada.

Falou em sacrifícios.
O maior é deixar de poder estar com as pessoas de quem gosto. Depois, é o sacrifício do próprio corpo. As dores que tenho de suportar todos os dias – e quase todos os dias acordo com dores de costas – é algo que me deixa a pensar muito seriamente no futuro, até porque tenho tanto para viver que tenho medo de como isto vai acabar. São os ossos do ofício, mas não é em vão que se considera uma profissão de desgaste rápido.

E depois as coisas podem não correr bem, como no Europeu da semana passada.
Põe-se tudo em causa?
As primeiras 24 horas são muito difíceis: chora-se muito, não se entende porquê. Sempre ouvi dizer que o trabalho compensa e é triste quando uma pessoa trabalha tanto e as coisas não saem como estava planeado. Tenho a certeza de que nunca estive tão bem preparada em toda a minha vida para uma grande competição. É muito complicado gerir todas estas emoções, mas depois, nos dias seguintes, tento pensar no meu grande lema. Depois da tempestade há-de vir a bonança.

Sente que as pessoas duvidam que conseguirá um bom resultado nos Jogos Olímpicos?
O mais fácil é duvidar, mas prefiro focar-me nas pessoas que me deram muita força e estão comigo nas horas difíceis. Esta vitória de Portugal no Europeu de futebol trouxe uma onda positiva, de esperança para os portugueses. Espero entrar na onda e que tudo isto nos ajude a seguir em frente, a darem-nos mais valor e a mostrar do que somos feitos. Domingo foi um dia fabuloso para o desporto nacional e sei que o meu dia também vai chegar. Mais cedo ou mais tarde, mas sei que vai chegar. Não foi desta vez, mas será algum dia.

O facto de Tsanko Arnaudov ter conquistado a primeira grande medalha internacional do sector dos lançamentos é um tónico?
Foi muito importante e fiquei genuinamente feliz, que é o mais importante. Ter um lançador que chegou tão longe pode permitir que o sector ganhe força e visibilidade. Nunca tínhamos conquistado uma medalha em grandes competições de seniores e foi uma inspiração. É um miúdo muito humilde, também trabalha muito e para o nosso sector foi fantástico. É o reconhecimento que merecíamos há muito tempo, porque o atletismo é mais do que meio-fundo e saltos.

Qual é a importância do factor psicológico no rendimento?
O Éder, da selecção de futebol, frisou bastante a importância de ter um mental coach, a pessoa que lhe deu confiança para ser o herói da final. Ter um psicólogo ajuda a ter confiança no nosso trabalho, a estarmos calmos, a termos uma melhor relação com o nosso treinador e a desvalorizar o que não tem importância. É quase como um catalisador que acelera todo o processo. Só nos focamos no que realmente interessa e isso faz toda a diferença, porque pensar demais, às vezes, prejudica e o psicólogo pode ter uma intervenção e ajudar muito, porque a envolvente pode ter um impacto muito marcante na prestação de um atleta. Se a cabeça não estiver muito bem, a performance ressente-se. Aí é que o apoio do mental coachou do psicólogo desportivo. O treinador tem um trabalho muito importante na preparação, mas no dia da competição, a técnica e a força podem estar muito bem, mas é a mente que vai fazer a diferença.

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo.

Tópicos: atletismoIrina Rodriguesjogos olímpicoslançadora de discoLeiria

RELACIONADOS

Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo
Sociedade

Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo

Setembro 11, 2026
Próxima publicação
O Parquinho do Aviãozinho

O Parquinho do Aviãozinho

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?