PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Jingle bells

Cláudia Camponez, psicóloga educacional Cláudia Camponez, psicóloga educacional
20/12/23 10:12
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Cláudia Camponez, psicóloga educacional

Há um ano atrás perguntava a que vos cheirava o Natal. Este ano pergunto-vos antes como o sentem. Gostam? Não gostam? Sentem-se seguros e em paz com a vossa família ou é nos amigos que encontram esse conforto? No que pensam quando chega o tempo do advento? No nascimento do menino Jesus, nas prendas, nas férias escolares ou nas rabanadas?

Eu gosto do Natal. Pensando bem, até gosto muito! É tempo de reunir a família e de estar próximo dos que estão sempre disponíveis para mim. Na realidade, é mais um episódio que se junta à celebração do amor que temos uns pelos outros, e eu sou uma sortuda! Lá em casa
somos muitos e nada, nem mesmo a partida do meu pai há três anos atrás, nos enfraqueceu a vontade de estar juntos, muito pelo contrário! A estrutura de referência pode não estar intacta, mas o lugar que à mesa ficou vazio deu lugar a emoções fortes, emoções essas que fazem o peito bater com mais vigor pelas memórias que aconchegam e unificam na ausência.

Mas o Natal não é bom nem é fácil para todos. Circunstâncias várias podem tornar esta época sombria e quando impera tristeza em tempos de alegria sofre-se muito mais. Há estudos que dizem que 60% das pessoas sente stress e cansaço nesta altura do ano. Situações de luto, de
divórcio ou separação, de saúde, de migração, de incompatibilidades familiares ou de dificuldades financeiras podem tornar esta altura do ano particularmente difícil. Até mesmo a própria logística das festas, a divisão do tempo entre famílias, a confusão que tende a instalar- se no trânsito e nas superfícies comerciais pode gerar emoções negativas.

Como em tudo na vida, nada é igual para todos e mais uma vez compreender o lugar do outro é fundamental.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), dá algumas dicas para que se viva o Natal com menos culpa, stress e ansiedade. Uma delas é a definição de expetativas adequadas à nossa realidade financeira e emocional. Se o dinheiro é pouco, limitar os presentes ao orçamento disponível e considerar alternativas às prendas. A hipótese do amigo secreto funciona. Todos têm uma prenda e as crianças deixam de empilhar embrulhos.

Infelizmente, Natal ainda é sinónimo de corrida louca às lojas, quando o que verdadeiramente importa são as relações com os outros. Na realidade, como bem sabemos, há outras formas de mostrar o nosso amor que não prendas. Gustavo Carona, médico dedicado a missões humanitárias, acerta na mouche ao sugerir que no Natal se ofereçam antes palavras bonitas a quem amamos, a quem mais delas precisa e a quem menos espera a beleza dos nossos gestos.

Tão simples, tão sensato e tão básico. É disto que todos precisamos. Nada mais que isto. Há palavras que salvam vidas e silêncios que matam, acrescenta.

Se o Natal nos dói por alguma razão, é importante aceitar os nossos sentimentos mesmo que diferentes dos da maioria das pessoas que nos rodeiam, porque continuam a ser válidos e legítimos. É sempre boa ideia falar do que nos inquieta e, às vezes, temos mesmo de dizer aos outros o que devem evitar dizer-nos ou em que tarefas não queremos estar envolvidos.

A mudança de tradições e de rituais habituais também pode ajudar a atenuar lembranças dolorosas, assim como a definição de limites. Saber dizer não a situações ou pedidos que criam desconforto é essencial. Depois, se há aquele familiar que tende a provocar discussão, manter a distância, evitar temas sensíveis e antecipar atividades para envolver a família.

Sermos gentis e pacientes connosco próprios é lema.

Simplicidade nesta quadra, apela o Papa Francisco.

Escutar e tornarmo-nos verdadeiramente presentes é o melhor que podemos oferecer. Que saibamos como Scrooge, emblemática personagem de Charles Dickens, perceber que a essência do tempo que vivemos está na partilha dos nossos privilégios, na generosidade.

Tópicos: Cláudia Camponez

RELACIONADOS

Opinião

Tempo para abrandar

Agosto 16, 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Palavras com eco

Julho 13, 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Percursos singulares

Junho 7, 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Próxima publicação
Projecto sobre envelhecimento do Politécnico de Leiria vence Orçamento Participativo de Pombal

Projecto sobre envelhecimento do Politécnico de Leiria vence Orçamento Participativo de Pombal

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?