Com vasta experiência em projectos de reabilitação de equipamentos e programação cultural, João Aidos já trabalhou em mais de uma dezena de concelhos e em espaços como o Convento de São Francisco em Coimbra, o Espaço Oficina em Guimarães, o Teatro Aveirense ou o Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Gestor, programador, produtor, consultor e engenheiro projectista, fez também teatro e fundou a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve e a Efémero – Companhia de Teatro de Aveiro. Antigo director-geral das Artes, dirige actualmente o Teatro Municipal de Ourém.
Para que serve um teatro municipal?
É um lugar, um espaço, com determinadas valências técnicas, que, por norma, funcionam para ter uma programação artística dentro das artes performativas, ou também visuais, para fruição cultural de uma comunidade, programação essa que deverá servir para me capacitar, para me dar outros olhares. Um espaço de encontro comigo próprio, de me dar outras ferramentas, sobretudo, olhares e interpretações de artistas que me dão a mim outros olhares, que eles têm, de interpretação, sobre vários temas, do amor, da morte, da vida, dos vários assuntos que compõem o nosso percurso. E é um espaço de excelência a nível da beleza, onde estes artistas interpretam momentos que são transcendentes. É um espaço também de questionamento, de inquietação, que me vai dar outro tipo de ferramentas, sobretudo outros olhares, que são importantes para a minha maneira de estar na comunidade e na sociedade.
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