Letra, mostra de poesia sonora e concreta. A primeira edição acontece no sábado em Leiria e é organizada pela Paper View, de Sal Nunkachov. No programa, com leituras, exposições e lançamentos, está o convite para descobrir obras seminais e outras mais contemporâneas, de artistas portugueses e estrangeiros, que vão ocupar temporariamente seis espaços no centro da cidade, sempre com entrada livre.
O canadiano Christian Bök traz ao antigo covil da Preguiça ressonâncias do “futurismo” do início do século XX e a edição inédita de Umlautmachine em disco; a sueca (radicada na Alemanha) Cia Rinne dá voz a “um trabalho minimal de erosão de texto”, que, segundo Sal Nunkachov, “brinca com a fonética das palavras”, em “várias línguas” e com “bastante humor”; Diogo Marques pesquisa “a materialidade da escrita” e Simão Collares explora “a orquestração de um coro”; já a performance de Nuno Moura, acompanhado por um baterista, soa como “uma coisa quase punk”, e a participação de Paula Cortes “é teatro, um monólogo”.
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