Já há uma estimativa do número de casas e empresas afectadas, ou do valor dos prejuízos causados pela depressão Kristin na região?Ainda não. Neste momento, continuamos com um grande problema de falta de comunicação. Há muitos associados [da ARICOP] que não conseguem receber um SMS, ter acesso ao whatsapp, à internet, ou às mensagens de correio electrónico. Por isso, é muito cedo para ter uma ideia do real impacto financeiro e até social do que está a acontecer, porque ainda continua a acontecer, agora com as inundações. Mas posso dizer-lhe que a grande maioria dos meus fornecedores que têm instalações fixas, nomeadamente carpintarias, serralharias de ferro, de alumínio, foram afectados, ao ponto de ter de parar.
Esta sucessão de tempestades revelou fragilidades no tipo de construção pública e privada?
O que está a acontecer é completamente atípico e não há nenhum modelo económico que possa sustentar algo que resista a este tipo de fenómenos. Temos é que montar mecanismos para atenuar os efeitos e repensar os métodos construtivos. Estou a lembrar-me, por exemplo, da caixilharia, das impermeabilizações, remates de cobertura… Pode custar mais dinheiro, mas tornar-se mais barato, porque já percebemos que isto se vai repetir. E todos temos a percepção que há soluções que vamos ter de mudar.
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