Entre a violência de tempestades como a recente Kristin e o flagelo recorrente dos incêndios, a paisagem da região apresenta hoje um cenário que, não raras vezes, é descrito como “confuso” e quase irreconhecível para quem cresceu a olhar para as extensas matas de pinho e de carvalho.
A destruição das barreiras florestais nativas e a proliferação descontrolada de espécies exóticas e invasoras estão a redesenhar o território, transformando antigos bosques húmidos em zonas que caminham para a desertificação, como alertou na semana passada a associação ambientalista Zero, perante os solos degradados, os ecossistemas em desequilíbrio e uma paisagem que já não responde aos padrões de “clima temperado”, que, desde, pelo menos o século XIX foi ponto assente nos manuais escolares e cartilhas maternais.
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