O caneiro que atravessa a zona baixa de Leiria, infra-estrutura crucial para o escoamento das águas pluviais e residuais domésticas, vai sofrer obras de reparação, com a primeira fase dos trabalhos a começar na segunda-feira.
A câmara explica, em comunicado, que se trata de uma intervenção de carácter “urgente e preventivo”, na sequência dos danos verificados após as tempestades de Janeiro e Fevereiro, que provocaram algumas inundações na cidade, “levando à aceleração significativa do seu desgaste estrutural”.
Segundo a autarquia, nesta fase os trabalhos vão concentrar-se no troço inicial do caneiro, entre a Rua Francelino Pimentel (ao lado do edifício da Caixa Geral de Depósitos) e o Largo 5 de Outubro (junto à entrada para a Praça Rodrigues Lobo), numa extensão de 44 metros.
Naquela nota, a autarquia adianta que a intervenção decorrerá em dois momentos. O primeiro, a começar na segunda-feira, deverá durar uma semana e servirá para limpeza e diagnóstico do estado do caneiro. Em relação à segunda fase, prevê-se que tenha início a 31 de Agosto, “com a intervenção propriamente dita”.
A intervenção tem um custo estimado em 432 mil euros (mais IVA), “assumidos na totalidade pelos SMAS [Serviços Municipalizados de Água e Saneamento] de Leiria” e prevê-se que dure 6o dias. Segundo a câmara, não está planeado “qualquer constrangimento de trânsito, com exceção das pontuais entradas e saídas de viaturas pesadas”.
Infra-estrutura centenária
O município sublinha que esta intervenção “permitirá prevenir eventuais colapsos e inundações e garantir a segurança de pessoas e bens, para além de melhorar o desempenho hidráulico da rede de drenagem”. Os trabalhos visam ainda reforçar “a resiliência da infra-estrutura face a eventos climáticos extremos e facilitando futuras intervenções de limpeza e manutenção”
O caneiro é uma infra-estrutura centenária, em alvenaria e “com relevância histórica”, que tem como função encaminhar as águas esiduais domésticas e pluviais da encosta do Castelo e da zona baixa da cidade, incluindo o centro histórico, até à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Coimbrão. Esta galeria técnica atravessa alfimas das principais artérias do centro de Leiria, como a Avenida Heróis de Angola e o largo 5 de Outubro e a zona do Maringá e do mercado municipal.
A intervenção agora iniciada será a primeira a fazer no caneiro, cuja reparação integral está prevista no [LER_MAIS]https://www.cm-leiria.pt/areas-de-atividade/obras-municipais/plano-de-drenagem-de-leiria de Leiria, que prevê investimentos de quase nove milhões de euros (8,3 ME acrescidos de IVA), a executar até 2030, com o objectivo reduzir os episódios de inundação em vários pontos da malha urbana.
As duas primeiras etapas do plano já estão concluídas e incidiram nas ruas Dr. António da Costa Santos e da Restauração e na Rua de São Miguel e Rua Emídio Agostinho Marques. Neste momento, encontra-se em curso a requalificação da rede de drenagem da Urbanização de São Romão.
O plano foi apresentado em 2023 e revisto um ano depois, em Fevereiro de 2024.










