Em 2001, o mundo mudou. Mas além do choque, cada uma das nossas vidas individuais não afectadas directamente pelo terrorismo continuou a experimentar novos começos. Nuno Sousa Vieira instalou-se numa fábrica de plásticos desactivada, a Simala, que tomou como ateliê. O que aconteceu desde aí – um fragmento, necessariamente – está agora disponível para o público.
Uma vida inteira tinha inauguração agendada para este sábado (cancelada devido ao luto nacional pela morte de Jorge Sampaio) no Banco das Artes Galeria (BAG), em Leiria, com cerca de 100 obras que percorrem aproximadamente 20 anos. De 2001 a 2021. E é, possivelmente, das maiores exposições de sempre de Nuno Sousa Vieira. No mesmo dia, 11 de Setembro, fica também cancelada, pelo mesmo motivo, a abertura no Museu de Leiria do último núcleo do artista no âmbito da exposição Plasticidade, com o título Quando o chão nos foge dos pés.
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