Trinta anos depois há um novo disco de originais que relança Lena d’Água para a ribalta. Ainda achava que era possível?
Claro, estava só à espera de um compositor que me servisse como uma luva, como é o caso do Pedro da Silva Martins. Não sou compositora e durante aqueles anos em que fiz muitos êxitos, com canções que duram até hoje, era o Luís Pedro Fonseca que escrevia para mim. Conhecia-me como a palma da sua mão. Mas depois do Luís Pedro nunca mais tive ninguém. Eu segui a minha vida. Ele seguiu a dele. E entretanto seguiu para outro plano e já não está entre nós. Mas eu continuava a acreditar. Também se pode fazer um disco com autores variados, ir buscar uma música aqui e outra acolá. Mas não é a mesma coisa.
Valeu a pena esperar.
Estas canções vieram trazer-me uma grande alegria. Uma grande satisfação.
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