PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Crítica

Letras | Animais nossos amigos (2021), il. de Dina Sachse OU a interpretação / estética da sensibilidade

Cristina Nobre, professora do ensino superior Cristina Nobre, professora do ensino superior
24 de Fevereiro de 2022
em Crítica
Share on FacebookShare on Twitter
Cristina Nobre, professora do ensino superior
Cristina Nobre, professora do ensino superior24 de Fevereiro de 2022

Passados que estão os 75 anos sobre a morte de Afonso Lopes Vieira (1946) – e com a sua obra liberta dos direitos de autor – não há criança que não lhe associe algum poema do livro de 1911, Animais nossos amigos. Tem sido, aliás, o seu livro mais reeditado entre nós ao longo de mais de cem anos, resultado da integração no cânone escolar (é recomendado para o 2.º ano do 1.º ciclo no PNL) e da adesão singular dos pequenos leitores de todas as gerações.

A 1.ª edição surgiu como resposta clara de Afonso Lopes Vieira à pobreza de textos adequados aos bebés e à sua educação artística, tal como Eça de Queirós deixara explícito numa das suas Cartas de Inglaterra, intitulada Literatura de Natal.

Preocupado com a questão educativa no nosso País e então no quadro da 1.ª República, o escritor e o amigo arquiteto, Raul Lino, projetam um modelo de escolas regionais, que acaba por não receber muita aceitação. Estavam acompanhados por um grupo de intelectuais portugueses, como António Sérgio ou João de Barros.

O poeta passa à ação com um livro de poesia como não se tinha visto ainda em Portugal – com temática e organização formal adequada ao nível de desenvolvimento psicológico dos mais pequenos. Daí que a palavra poética deveria aparecer como uma constante rítmica, interpretada por desenhos apelativos. Quem melhor do que Raul Lino (pai de duas filhas, hóspedes frequentes do escritor em S. Pedro de Moel) para ‘ilustrar’ este papel?

A receção crítica ao livro foi muito boa (se excluirmos alguns reparos relativos ao poema O lobo e São Francisco de Assis…) e, em 1920, conhecia uma tradução para espanhol, Animales amigos, com ilustrações de Arturo Ballester e Raul Lino; em 1931, com ilustrações de Maria de Lourdes, a 2.ª ed. portuguesa veio a lume, reeditada pelo ‘serviço de escolha de livros para as Bibliotecas das Escolas Primárias’; em 1973 há uma 3.ª, ilustrada por Eugénio Silva; em 1992, pela ed. Cotovia, nova edição fac-similada sobre a 1.ª ed.; em 1997, uma 5.ª, ilustrada por Isabel Flavila; em 2016, uma 6.ª, da ed. Atlêtheia, com ilustrações de Gulliver Vianei; e agora, em dezembro de 2021, da ed. Parsifal, com belíssimas ilustrações de Dina Sachse.

É precisamente das ilustrações de Dina Sachse (Vila Nova de Gaia, 1979), licenciada em Design de Comunicação e já com vários prémios na área da ilustração para a infância (prémio Matilde Rosa Araújo, 2017, com O Senhor Rimas, entre outras designações) que gostaria de tecer breves considerações. Atingem-nos com uma rara sensibilidade, reveladora de um estilo muito particular e de uma personalidade estética distinta. As figuras dos animais aparecem geometrizados em ‘origamis’ ao alcance da imagética da infância, cercados e num pano de fundo paisagístico de colagens e cores suaves. Os contrastes de cor, quando usados, ajudam a interpretação e desambiguação de alguma parte dos poemas.

Não quero deixar de mencionar a grata surpresa que a ilustração do poema de abertura, O cão, me trouxe pelo teor da sua sensibilidade interpretativa: a sombra do cão, na qual o cego pode seguir caminhos, figuração dos olhos iluminados do seu dono. Os humanos apresentam-se sem rosto e só São Francisco de Assis se identifica pelas barbas e a auréola, bem como pela inclusão no seu manto humilde da natureza: o lobo metamorfoseado em dócil cão.

Acredito que Afonso Lopes Vieira seria o primeiro a sentir-se próximo destas ilustrações: as sensibilidades dos grandes artistas atualizam-se com e no futuro.

PartilharTweet

Mais informação

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos
Viver

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré
Sociedade

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Direcção está a fazer contas ao prejuízo da destruição das grades e portas da entrada do edifício

Grupo desportivo dos Parceiros sofre tentativa de assalto

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

MAIS VISTOS

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?