
É uma forma de conhecermos o percurso de vida do biografado, a sua forma de ver o mundo e de nele se integrar, o seu pensamento, as suas motivações, as suas perplexidades, as suas tensões, mas também – e é isso que mais me atrai nas biografias – sobre a história do seu tempo, sobre os espaços em que se moveu e sobre as pessoas (outros escritores?) com que se cruzou, que influenciou e que o influenciaram.
Num artigo escrito na primeira década deste século para a Revista Ler, o poeta e crítico literário Eduardo Pitta deixava dito o seguinte sobre a falta de biografias de escritores no nosso país: «Em Portugal, o género tem duas balizas: as biografias de Fernando Pessoa (1950) e de Alexandre O’Neill (2007), feitas, respetivamente, por João Gaspar Simões e Maria Antónia Oliveira.
Apoiar os autores e subscrever conteúdos
Isto é material de primeira qualidade. Subscreva para ler o artigo completo.








