PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Crítica

Literatura | José Eduardo Agualusa (2020), Os Vivos e os Outros OU a ilha real da ficção

José Eduardo Agualusa nasceu em Angola, em 1960; estudou agronomia e silvicultura; viveu pelo mundo (Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro, Berlim); escreveu romances, contos (para adultos e para crianças, seja lá essa distinção o que for…) e crónicas; tem sido premiado pela sua obra literária em Portugal e reconhecido internacionalmente em vários prémios

Cristina Nobre, professora do ensino superior Cristina Nobre, professora do ensino superior
8 de Novembro de 2020
em Crítica
Share on FacebookShare on Twitter
Cristina Nobre, professora do ensino superior
Cristina Nobre, professora do ensino superior8 de Novembro de 2020

Com a publicação de Os Vivos e os Outros, em abril de 2020, a Quetzal junta ao braçado de obras de Agualusa, um precioso e enigmático romance, alegoria da Criação, passado em 7 dias na Ilha de Moçambique.

O leitor ideal será, provavelmente, aquele informado nas ‘lides literárias’, conhecedor dos encontros de escritores dos países de língua portuguesa (corresponda essa locução ao que corresponder…), das relações/conflitos iminentes entre literatos, amante do imaginário africano e das envolvências que cercam e tornam o Outro atraente e revelador de algo inédito/desconhecido para o Eu.

Desde o primeiro parágrafo (“O MAR CONTINUA PENDURADO NA JANELA da sala, como um quadro um pouco torto, mas já não é o mesmo que Daniel Benchimol encontrou ao chegar à ilha, três anos antes.”

Opus cit, p. 13) que a alternância /mistura/entrosamento/urdidura/fusão da ficção/literatura com o real vai ser a teia na qual tudo se enleia: a intriga, as personagens, os lugares (“Depois de os conhecermos intimamente, os lugares passam a ser outros.”, idem), o real, a geografia, os axiomas, o real, os leitores.

Para isso contribuem os excertos de citações de escritores que podiam estar nesse Encontro de Escritores na Ilha de Moçambique (e alguns estão… embora os excertos possam corresponder a obras publicadas depois do evento literário…) e são chaves de leitura para os acontecimentos narrados nestas 7 partes correspondentes aos 7 dias em que o mundo – como todos o conheciam – mudou.

Dum momento para o outro, a Ilha fica sem fornecimento de eletricidade e isolada do continente, e – sem rede – vão acontecendo as coisas mais extraordinárias, sujeitas ao descrédito de algumas personagens/escritores, acantonados numa lógica cartesiana; e à aceitação da inevitável sabedoria do mistério de tudo, para as personagens/escritores que acreditam estar a assistir à apoteose da transformação da ficção no real.

É nessa arte da mistura – “A realidade é isso, é o que acontece à ficção quando acreditamos nela!” (p. 180) – que a magia da escrita de Agualusa, mestre na revelação de imaginários e nos pormenores capazes de ‘desfamiliarizar’ a boa consciência ocidental e atrofiada do leitor, surge na sua dimensão luminosa e rasga os cinzentos mais obscuros dos medos, receios, angústias de todos: sejam eles personagens ficcionadas ou títeres representativos de pessoas em fuga ao seu passado literário.

O final do 7.º dia, pode ser um final em aberto, mas o mesmo (e circular) Daniel do 1.º dia, acabou de ler um Caderno onde o seu futuro aparece esquadrinhado, e toma uma decisão: “Daniel fecha o caderno e regressa ao presente. Vai até ao pátio (…) / (…) Rega o caderno com o combustível e lança-lhe um fósforo aceso. Senta-se na laje, com a tina aos pés, assistindo ao rápido incêndio da sua vida. (…) / Daniel respira fundo. –O que sou eu? – O que achas tu que és? – Uma invenção… – E não somos todos? (…)” (pp. 244-246).

Sobre a Invenção deste romance, é importante ler os agradecimentos, notas e uma advertência de Agualusa, nas pp. 251 e 252: mostram ao leitor-cúmplice os bastidores da ilha real da ficção.

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: Cristina Nobrecríticaescritajosé eduardo agualusaliteraturaopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Covid-19: mais 112 novos casos em 48 horas

Covid-19: mais 112 novos casos em 48 horas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?