A tipografia hebraica de Shmuel ben Abraham D’Ortas em Leiria é conhecida por ter produzido o primeiro livro científico impresso em Portugal, o Almanach Perpetuum. No entanto, entre 1492 e 1496, imprimiu também outros quatro livros, de teor religioso e todos relacionados com o judaísmo.
Após mais de cinco séculos, segundo uma investigação agora publicada, exemplares com origem na gráfica da família D’Ortas em Leiria encontram-se espalhados por instituições públicas de 14 países, na Alemanha, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Israel, Itália, Reino Unido, Rússia, Suécia e Vaticano, além de Portugal. E entre essas instituições públicas, de acordo com a pesquisa apresentada pelos rabinos Shlomo Pereira e Eli Rosenfeld no livro Monumentos de Papel e Pergaminho – Impressão Judaica em Portugal nos Finais do Século XV, estão a Universidade de Brown em Providence, a Universidade de Cambridge, a Biblioteca Nacional de França em Paris, a Biblioteca Bodleiana de Oxford, a Biblioteca Britânica em Londres, a Biblioteca Apostólica do Vaticano, a Biblioteca Nacional de Israel, o Seminário Teológico Judaico em Nova Iorque, a Universidade de Frankfurt e a Biblioteca Real do Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial em Madrid.
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