PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Abertura

Mata da Curvachia, um paraíso às portas de Leiria

Na semana passada, os vereadores do PSD lançaram o desafio para a câmara encetar negociações com vista à aquisição da Mata da Curvachia. Foi o pretexto para mergulharmos neste paraíso às portas da cidade.

Maria Anabela Silva Maria Anabela Silva
28 de Outubro de 2021
em Abertura
Mata da Curvachia, um paraíso às portas de Leiria
Share on FacebookShare on Twitter

“Uma opção para o futuro e para as gerações vindouras”. Foi desta forma que Álvaro Madureira, vereador do PSD, defendeu a ideia que apresentou, na última reunião de executivo, realizada na semana passada, no sentido de a Câmara de Leiria encetar negociações com vista à aquisição da Mata da Curvachia.

Uma área florestal com cerca de 220 hectares situada entre os Pousos e o Arrabal, a poucos quilómetros da cidade, que entre carvalhos, sobreiros, vários tipos de pinheiros e alguns eucaliptos esconde pequenos paraísos.

A ideia, apresentada num momento em que o município está a delinear o orçamento para o próximo ano e as grandes opções do plano para o quadriénio 2022-2025, foi o pretexto para o JORNAL DE LEIRIA visitar esta reserva de biodiversidade, que funciona ainda como um retrato bastante fiel do que era a floresta portuguesa nas primeiras décadas do século XX, com várias espécies autóctones: carvalho-cerquinho, amieiro, sobreiro, pinheiro-bravo e manso, medronheiro, figueira, nogueira, salgueiro ou loureiro.

Nesta visita, fomos conduzidos no terreno por José Agostinho, que conhece a Curvachia “há mais de 30 anos” e que funciona hoje como uma “espécie” de vigilante da mata, e à distância pelo testemunho de duas das proprietárias do espaço, que confrontámos também com a possibilidade de o venderem ao município (ver texto ao lado).

Uma delas, Manuela Raposo Magalhães, é peremptória na indisponibilidade de se desfazer da sua parcela. Por seu lado, Maria do Carmo Cabêdo não descarta totalmente essa hipótese. Faltou ouvir a terceira proprietária que o JORNAL DE LEIRIA não conseguiu contactar.

De parcelas agrícolas a mata

Antes de penetrarmos na mata – entramos pelo lado Norte, mais perto dos Pousos – José Agostinho faz questão de enfatizar que se trata de uma propriedade privada.

“Há quem entre de qualquer maneira, como se fosse tudo deles. Não é. Tem dono e merece ser tratado e desfrutado com respeito”, defende.

O mesmo apelo é repetido por Maria do Carmo Cabêdo, que lamenta a utilização indevida do espaço por motos e veículos de todo-o-terreno, que “invadem a mata, destruindo caminhos, abrindo outros”, e até por tractores usados para o “roubo de madeira”.

Feita a chamada de atenção, seguimos caminho e penetramos na mata, onde sobressai uma mancha de carvalhal, rodeada de sobreiros, pinheiros de várias espécies e tantos outros exemplares, [LER_MAIS]que cresceram à medida que a exploração agrícola do local foi sendo abandonada.

Maria do Carmo, que divide a titularidade da Mata da Curvachia com as duas irmãs, conta que a propriedade está na posse da família há muitos anos e que, numa fase inicial, era formada por pequenas parcelas agrícolas, “arrendadas aos habitantes das aldeias vizinhas”, onde se cultivavam hortas, árvores de fruto, vinha e olival.

Pouco a pouco, esses rendeiros, que chegaram a ser “mais de 300”, foram deixando de trabalhar a terra e a área florestal cresceu até ao ponto actual.

José Agostinho ainda tem algumas – “poucas” – memórias do tempo em que a Curvachia era cultivada. “Recordo-me da zona da vinha”, diz, enquanto nos conduz até a uma pequena área de olival que ainda subsiste e que foi limpa recentemente.

Para lá chegar, seguimos por trilhos onde é necessário afastar a vegetação para passar, sem escapar a uma ou outra silva ou ramo mais rebelde.

Somos poupados ao trilho dos javalis, nome como que José baptizou um dos percursos que abriu com a ajuda desses animais – “eles rompiam em baixo e eu em cima” – , que por ali habitam e cujas pegadas são visíveis em alguns pontos.

“Se ouvem vozes, escondem-se. Como venho muitas vezes sozinho, cruzo-me com eles. Também há raposas, ginetes e texugos”, desvenda, referindo que, em tempos, teve um encontro “complicado” com uma fêmea de javali acompanhada das crias.

“Assustámo-nos de parte a parte. Ela posicionou-se para me atacar e eu, sem saber muito bem o que fazer, gritei e ela afastou-se. Correu bem.”

Segundo Maria do Carmo, antes do 25 de Abril chegou a ser constituída no local uma coutada de caça. “Os beneficiários foram sempre ‘os da terra’, que usufruíam da caça sem qualquer pagamento”, conta a proprietária que, desde criança, testemunhou a ligação da mata à comunidade e às populações vizinhas, com a cedência de “madeira para construções, caruma para a cama do gado, pinhas para o aquecimento das águas”.

Cascata e fornos de cal O local serviu também, durante anos, para acampamento de escuteiros. “Aqui é o largo dos escuteiros”, observa José Agostinho, apontando para o espaço que, em tempos, era transformado numa aldeia de lona e que fica próximo de uma das maravilhas da mata: um carvalho monumental, cujo tronco necessita de quatro adultos para o circundar.

Seguimos, depois, pelo ‘trilho das trincheiras’. São dezenas de metros por um percurso que faz lembrar precisamente uma vala num campo de batalha e onde no Inverno corre “muita água”.

É também nessa época do ano que um dos recantos mais emblemáticos da Curvachia se apresenta em todo o seu esplendor. Trata-se da cascata, formada pela ribeira das Chitas que atravessa a mata, que agora está seca.

“São necessários dois ou três dias a chover para que a queda de água volte a formar-se. Se chover a sério, não se consegue passar”, explica José Agostinho, que nos leva também ao seu “canto sagrado”: uma bica que tem “sempre” água a correr e onde no Verão gosta de saciar a sede.

O entusiasmo com que partilha o segredo rapidamente dá lugar à tristeza ao detectar no piso vestígios da passagem de motos perto de um afloramento rochoso (o mesmo do Vale do Lapedo). “Isto é que não pode ser”, desabafa.

A visita não podia deixar de fora o que resta dos antigos fornos, onde em tempos as pedras retiradas dos campos agrícolas eram transformadas em cal com recurso à madeira da mata, que servia de combustível.

Além dos fornos, há ainda ruínas que “dão testemunho de uma casa, curral para rebanhos e poços de captação de água”, refere Maria do Carmo.

“A Curvachia é um espaço que nos diz muito, que aprendemos a cuidar. Desde novas que participávamos nas decisões de gestão. Os nossos pais envolviam-nos nisso. Temos as melhores recordações”, afiança Manuela Raposo Magalhães, arquitecta paisagista ligada ao Instituto Superior de Agronomia, que tem utilizado a sua parte da propriedade (a mais próxima do Vidigal) como “laboratório”. “Que melhor espaço podia ter? A mata é paraíso.”

Tópicos: câmara admite negociarLeiriamata curvachiaproposta psdproprietárias
PartilharTweet

Mais informação

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin
Sociedade

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
As primeiras seis viaturas já foram entregues a igual número de corpos de bombeiros da região de Leiria
Sociedade

Região de Leiria aprova concurso para comprar seis viaturas e entregar a bombeiros

27 de Outubro de 2026
Próxima publicação

Literatura | Gramática da Fantasia - Somos layers de Património

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?