Um militar do Destacamento de Trânsito da GNR morreu na sexta-feira à noite, atropelado por um veículo ao quilómetro 88 do IC2, junto à localidade de Redondas, na freguesia de Turquel, concelho de Alcobaça.
O condutor não parou no local, mas acabou por regressar e entregar-se às autoridades, tendo sido detido com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro, valor que, por si só, já constitui crime punível com pena de prisão.
Segundo fonte da GNR, o militar, do Destacamento de Trânsito de Leiria, encontrava-se a controlar o trânsito junto de um camião que se havia incendiado pouco antes naquele troço. O atropelamento ocorreu cerca das 23:20, quando o incêndio já estava extinto e o militar assegurava a regulação da circulação no local.
O condutor abandonou inicialmente o local sem prestar assistência, regressando e apresentando-se mais tarde junto das autoridades.
Além da fuga, a taxa de álcool no sangue registada coloca-o no patamar mais grave previsto na lei: acima de 1,2 gramas por litro, a condução sob o efeito de álcool deixa de ser contra-ordenação e passa a crime, punível com prisão até um ano, além da proibição de conduzir.
O IC2 é uma das vias mais movimentadas e sinistradas da região, sobretudo no troço que atravessa os concelhos de Alcobaça, Porto de Mós, Batalha e Leiria, onde o intenso tráfego de pesados convive com atravessamentos urbanos e cruzamentos de nível.
A perigosidade da estrada tem motivado sucessivos protestos das populações e autarquias, que reclamam há anos intervenções de fundo na via.
O militar integrava o dispositivo do Destacamento de Trânsito de Leiria, responsável pelo patrulhamento dos principais eixos rodoviários do distrito, entre os quais o próprio IC2, a A8 e a A17.
O Ministério da Administração Interna emitiu uma nota de pesar, onde identifica o guarda Jorge Manuel Fernandes Monteiro, de 29 anos, natural de Fafe, como a vítima morta.
“Cumpria o seu dever, na regularização de trânsito, junto a uma viatura que estava parada no IC2 por estar a arder, quando foi atropelado por um outro veículo cujo condutor não cumpriu as indicações e se colocou em fuga.”
O ministério, adianta a nota, dirige uma “palavra de solidariedade e sentidas condolências à família, aos amigos, à Guarda Nacional
Republicana e, em particular, aos militares do Destacamento de Trânsito de Leiria”.







