PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Sociedade

Ministro da Educação, Ciência e Inovação anuncia mais vagas e desafia professores a usar IA sem medo

Elisabete Cruz Elisabete Cruz
07/11/25 08:11
em Sociedade
Ministro da Educação, Ciência e Inovação anuncia mais vagas e desafia professores a usar IA sem medo
Share on FacebookShare on Twitter

Reforço do bem-estar dos estudantes, inovação pedagógica, utilização da inteligência artificial no ensino superior sem receios, mais inglês nas aulas e flexibilização no número de candidatos foram mensagens deixadas pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, em Leiria, durante a sua oração de sapiência, no âmbito da sessão de abertura do ano académico do Politécnico de Leiria.

Fernando Alexandre, que não disse uma única frase sobre a possibilidade do Politécnico de Leiria vir a ser Universidade de Leiria e do Oeste, destacou o papel das instituições de ensino superior, que têm hoje um papel ainda mais importante face à complexidade do mundo, cujo grau de incerteza é muito grande.

“As instituições de ensino superior qualificam as pessoas e geram conhecimento científico. Quando temos um mundo mais complexo, é muito improvável que as soluções para os problemas que enfrentamos sejam simples”, apontou.

Para o ministro, “a percepção que a sociedade tenha da importância das instituições de ensino superior para contribuírem para resolver os grandes problemas que a humanidade enfrenta, vai ser decisivo para a disponibilidade que a sociedade vai ter, por exemplo, para financiar o ensino superior, para financiar a ciência”, sublinhou.

Isto significa que “as instituições de ensino superior têm de estar cada vez mais atentas aos problemas da sociedade”, de “procurar cada vez mais contribuir para a resolução dos problemas da sociedade” e “têm de o fazer qualificando as pessoas jovens e adultos”.

“Uma mudança que temos de fazer em Portugal é que as instituições de ensino superior não têm de ser apenas instituições de qualificação de jovens. Têm de ser cada vez mais instituições que qualificam pessoas ao longo de todo o seu ciclo de vida”, observou.

É preciso gerar conhecimento científico, mas também conhecimento “na área das artes e das humanidades, que não são ciências” e saber comunicar esse conhecimento.

“Nós temos já grandes exemplos de produção de conhecimento científico, mas a capacidade que temos de transportar esse conhecimento para a sociedade e para a economia ainda fica aquém”, constatou, ao referir que as redes sociais “permitem que haja muita informação que é disseminada sem media, sem intermediário, o que tem muitas vantagens, mas também tem muitos riscos”. E cabe a todos os que qualificam estar capacitados para “ler essa informação e para a transmitir”.

Formação ao longo da vida

Afirmando que Portugal continua com um problema de demografia, que não foi ultrapassado com o aumento da imigração, Fernando Alexandre desafiou as instituições a apostar na diversificação dos públicos. Além da formação dos jovens, o ministro considera que é possível portas a outros públicos, que não tenham de entrar apenas pelo prosseguimento normal de estudos a seguir ao secundário. “Queremos chegar aos 50% ou até ir além disso, da população entre os 25 e os 34 anos que tem um curso superior, mas a forma como o fazemos não tem de ser com o prosseguimento de estudos desde o pré-escolar ou desde a creche até à conclusão da licenciatura ou do mestrado.”

Uma das propostas é a formação ao longo da vida, que poderá trazer adultos que terminaram o 12.º ano e entraram no mercado de trabalho ao ensino superior. “Um estudo recente, o PIAAC [Programa Internacional para a Avaliação das Competências dos Adultos], mostra que 20% da população adulta, que tem o secundário concluído, tem as competências necessárias para frequentar um curso de ensino superior.”

Fernando Alexandre destacou que os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), “onde o Politécnico de Leiria faz um excelente trabalho” são “um exemplo de diversificação dos públicos”.

A aposta nos estudantes internacionais é também uma “importante área de recrutamento”, mas não são apenas os falantes de português, mas também da Europa e fora dela. Para tal, o governante defendeu que sejam ministradas cadeiras em língua inglesa. “Esse caminho permite depois alargar as fontes.”

Desafio da IA

As novas tecnologias, nomeadamente a inteligência artificial, são “cada vez mais importantes no processo de ensino-aprendizagem”. “Quem quiser atrasar o desenvolvimento da IA simplesmente vai ficar para trás, porque é uma tecnologia que pode amplificar as capacidades de cada um de nós.”

Admitindo que a IA “vai substituir muitas tarefas que as pessoas fazem”, Fernando Alexandre confessou que “é difícil que substitua totalmente”, porque precisa sempre das orientações humanas.

As técnicas pedagógicas terão de incluir a IA, preparando os estudantes para beneficiarem destes avanços tecnológicos. “Posso escrever um texto com a ajuda do ChatGPT, ou do Cloud, ou de outra aplicação, Mas a capacidade de discernir qual é o caminho que esse texto deve levar para atingir o objectivo que eu pretendo, acaba por ser eu a decidi-lo”, explicou.

Por isso, considerou que as aulas têm de ser menos expositivas e com mais espaço e à vontade para os alunos fazerem perguntas, mesmo que sejam perguntas parvas. “Isto é uma distinção muito grande do que existe, por exemplo, entre as sociedades continentais e anglo-saxónicas.

Peso dos diplomas

Para Fernando Alexandre, um dos maiores desafios que o ensino superior enfrenta é o valor dos diplomas. “Qual é o valor do diploma? Aquilo que importa são as competências. Aquilo que se sabe fazer. E este é um movimento que está a acontecer. Nós ainda valorizamos muito os diplomas, mas cada vez mais aquilo que vai ser valorizado são as competências. Não é se ele é licenciado numa determinada área, é se ele sabe desempenhar aquelas funções, é se aquela pessoa tem aquelas competências. “As instituições têm de se adaptar, mas a nossa legislação também tem de evoluir.”

O ministro considerou como fundamental uma aposta no bem-estar dos estudantes, referindo que está provado que um aluno que continua a estudar na sua zona de residência, a probabilidade de ter sucesso académico é “muito mais elevada” do que um estudante deslocado.

Por isso, o Governo vai alterar o despacho das vagas, permitindo mais 10% nos casos em que se justifique.

“O chamado ‘numerus clausus dificulta muito a alteração das vagas. Não vamos acabar com o ‘numerus clausus’. Mas queremos flexibilizar. Ou seja, queremos permitir que as instituições possam fazer variar um pouco a sua oferta”, revelou o ministro da Educação, Ciência e Inovação.

Segundo Fernando Alexandre, Portugal tem “um sistema super-rígido de colocação de estudantes”, o que impede, por vezes, os alunos de ficarem nas instituições da sua área de residência.

“Promovemos o número de deslocados do ensino superior e depois queixamo-nos que temos muitos alunos deslocados. Temos muitos alunos deslocados, porque somos os responsáveis por isso. Não deixamos a oferta adequar-se à procura”, insistiu o governante.

Mais bolsas

Fernando Alexandre anunciou também a revisão do sistema de acção social, que será apresentado em breve. “Uma primeira dimensão tem a ver com aquilo que é o rendimento das famílias, com um cálculo do rendimento do agregado e o valor per capita”, com “uma ligação com os custos da frequência do ensino superior por concelho”.

A tutela irá ainda atribuir “uma bolsa para os estudantes que não saem da zona de residência e uma bolsa, que é diferente, para os estudantes deslocados”.

Será ainda proposta uma “bolsa específica para os estudantes de níveis de rendimento mais baixos, que é um incentivo para continuarem a estudar”.

O valor será calculado através do “chamado custo de oportunidade por ir estudar, que é o que ele deixa de ganhar, porque no final do 12.º ano já poderia ir trabalhar”.

O objectivo é “dar um incentivo aos estudantes” e às famílias dizendo que “se o seu filho continuar a estudar, tem aqui um rendimento adicional”.

A mudança na gestão das residências é também alvo de aviso do ministro, que considera que estes espaços “deviam ser equipamentos que integram os alunos deslocados, obviamente, tendo prioridade os alunos da acção social”.

Mas, devem destinar-se, “primordialmente, aos alunos do 1.º ano que estão deslocado, para garantir a integração”. “Têm de ser mesmo espaços de bem-estar para a comunidade académica, preferencialmente para os alunos do 1.º ano”, reforçou.

Tópicos: acção socialalunosCiência e Inovaçãodiplomaseducaçãoensino superiorestudantesformação de adultosMinistro Educaçãopolitécnico de LeiriaResidênciassociedade

RELACIONADOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem
Sociedade

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Marinha Grande acolhe palestra sobre IA- Impacto e principais mudanças
Sociedade

Marinha Grande acolhe palestra sobre IA- Impacto e principais mudanças

Setembro 11, 2026
Pais reclamam quase 500 mil euros pela morte de filho em queda de baliza em Leiria
Sociedade

Pais reclamam quase 500 mil euros pela morte de filho em queda de baliza em Leiria

Setembro 9, 2026
Próxima publicação
Música | João Paulo Feliciano: entre as Caldas da Rainha e Nova Iorque

Música | João Paulo Feliciano: entre as Caldas da Rainha e Nova Iorque

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?