PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

Mircea Albuţiu, fotógrafo e realizador: “uso a minha câmara como se fosse um caçador”

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
04/05/17 12:05
em Viver
Mircea Albuţiu, fotógrafo e realizador: “uso a minha câmara como se fosse um caçador”
Share on FacebookShare on Twitter

Como surgiu o convite para expor a mostra New Energy – Amor Amores em Leiria?
A pessoa que organizou tudo foi o fotógrafo José Luís Jorge. Ele viu o catálogo da exposição e conhecemo-nos na Roménia, num festival de cinema, e ele mostrou-se interessado no meu trabalho. Equacionou onde poderia encontrar um curador, em Portugal, interessado em mostrar as minhas fotografias e após inquirir em vários sítios, finalmente, encontrou uma solução junto da Câmara Municipal de Leiria. O vereador da Cultura gostou do meu projecto New Energy e as coisas começaram a mexer-se de modo a que eu pudesse vir cá expor, a convite do Teatro José Lúcio da Silva.

Vai levar a exposição a outras cidades portuguesas?
Apenas a Lisboa, ao Instituto Cultural Romeno. Se, entretanto, mais alguma instituição e galerias estiverem interessadas estarei disponível. De qualquer modo, estou muito contente com este convite para vir a Leiria e espero que este seja um pontapé de saída que desencadeie outras exposições em Portugal, Espanha e na Europa Ocidental.

Por que razão elegeu a dança e o ballet como focos principais do seu trabalho?
Foi uma coisa que aconteceu naturalmente. Tive a ideia em 2011, quando decidi documentar o trabalho de bailarinos. Pretendia fotografá-los nos bastidores dos espectáculos. Tenho dois projectos para o fazer, um a cores e o outro a preto e branco. A partir daí, iniciei vários outros projectos e este trabalho que fiz, em 2014, com o coreógrafo Gigi Căciuleanu, aconteceu porque eu estava um dia na Ópera a fotografar e ele veio coreografar a peça Amor Amores. Conhecemo-nos e surgiu a New Energy, que foi criada na Ópera Nacional de Cluj. Desde então, todos os anos, fazemos, pelo menos, um trabalho em conjunto.

O que o atrai na dança? A possibilidade de composições a partir da luz, imagem e movimento?
Passo muito tempo, a observar os bailarinos e fico imerso no seu mundo e na dança. Faço parte da coreografia. Respiro tudo o que eles fazem. Uso a minha câmara – uma Leica com Rangefinder – como se fosse um caçador. É preciso pensar o momento antes de ele acontecer e depois faço a fotografia. As imagens que vemos na exposição acontecem primeiro dentro da minha cabeça e só depois é que são captadas pela câmara. É um processo lento. Tiro uma fotografia e, passado um minuto ou dois, tiro outra. Não é como quando se utiliza uma máquina fotográfica de alta velocidade. É tudo muito calculado.

Recentemente, numa entrevista que deu à Leica, mencionou um outro projecto seu ligado ao jazz…
É um projecto sem fim à vista porque adoro jazz. Comecei a ouvir esse estilo musical quando tinha 12 anos, ao mesmo tempo que comecei a fotografar. De certo modo, as duas coisas estão interligadas. Não obstante, o tipo de fotografia que faço no jazz é semelhante ao que faço no ballet. Também procuro trabalhar nos bastidores, em especial durante o soundcheck. Não gosto de tirar fotografias durante os concertos porque, nesses momentos, prefiro "absorver" e tirar prazer da música. Vou aos ensaios, falo com os artistas e consigo captar imagens que são mais interessantes para mim, pois mostram o lado humano dos executantes e não o modo como se apresentam em cima do palco. Já exibi essas fotografias no Montenegro e em dois locais na Roménia. Foram exposições que interessaram sobretudo a pessoas que estão num nicho, pois o jazz não goza de uma grande popularidade. A título de curiosidade, a primeira fotografia de jazz no meu site é do português Carlos Bica.

Nasceu na Transilvânia, um local cheio de histórias e História. Essa sua origem é visível na maneira como fotografa?
Não. De todo. Não me sinto como sendo um "romeno". Sou uma pessoa muito universal. Vivi na Alemanha, visitei a Índia e o Brasil. Adapto-me muito rapidamente ao local onde estou.

Antes da fotografia, trabalhava numa empresa de construção…
Agora só me dedico à fotografia. Desisti do sector da construção. Sou um fotógrafo e realizador freelancer. Neste momento, estou a terminar um mestrado em realização e foi das melhores decisões que fiz. Adoro trabalhar com cinema. O trabalho final do mestrado será um filme documental sobre um cossaco russo que vive no delta do Danúbio. Pretendo candidatá-lo ao cinANTROP – Festival Internacional de Cinema Etnográfico, em Leiria, em Julho. A ideia surgiu durante a minha presença em Leiria. Mesmo que não ganhe nada é sempre bom mostrar o nosso trabalho, pois exibir ao público o que fazemos é muito gratificante. De qualquer modo, já inscrevi o filme em dois outros festivais na Roménia e noutro em Sarajevo. Durante os próximos dois anos, pretendo mostrá-lo nesse circuito dos festivais. Tenho outro filme em que estou a trabalhar sobre a coreógrafa romena Miriam Răducanu, que tem 92 anos, e outro sobre o mundo do jazz na Roménia. O meu trabalho na fotografia está a movimentar-se em direcção ao filme. O meu interesse na fotografia está a tornar-se cinematográfico e, nos próximos dois ou três anos, tenho já muito trabalho alinhavado.

 

Perfil
Convergência entre clássico e contemporâneo

Mircea Albuţiu nasceu no final da década de 70 na mítica Transilvânia, terranatal de personagens efabuladas na literatura e no cinema. Realizador e fotógrafo, este romeno tem-se inspirado no jazz e na convergência entre o ballet clássico e a dança contemporânea, no seu trabalho. 

Após um princípio de vida em que se dedicou ao trabalho no sector da construção civil resolveu dedicar-se em exclusivo à arte da fotografia, depois de uma grande empresa ter adquirido a sua firma, em 2008.

Começou por tirar sete meses de licença sabática apenas para se dedicar à sua grande paixão e rapidamente se tornou num reconhecido fotojornalista na Roménia. Em 2012, regressou ao trabalho na construção civil, como director da filial romena da empresa que havia adquirido o seu negócio.

Acabaria por abandonar em definitivo o sector pouco tempo depois. Hoje, interessa-se cada vez mais pelo cinema documental e está prestes a concluir três documentários. 

A 28 de Abril, passou por Leiria para inaugurar a exposição New Energy – Amor Amores, no Teatro José Lúcio da Silva. A mostra poderá ser vista até ao dia 26 de Maio.

Tópicos: exposiçãoLeiriaMircea AlbuțiuTeatro José Lúcio da Silva

RELACIONADOS

Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo
Sociedade

Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo

Setembro 11, 2026
Próxima publicação
Finalista olímpica, devota de Maria, escolhe Leiria para viver e treinar

Finalista olímpica, devota de Maria, escolhe Leiria para viver e treinar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?