PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

Mosaicos romanos de Santiago da Guarda entre os mais importantes do País

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
01/02/19 12:02
em Viver
Mosaicos romanos de Santiago da Guarda entre os mais importantes do País
Share on FacebookShare on Twitter

Dezassete mosaicos romanos em tons de vermelho, amarelo, azul e branco que fazem parte do conjunto de mosaicos romanos mais importantes já descobertos em Portugal.

A 45 minutos de distância de Leiria e Coimbra, a residência senhorial dos condes de Castelo Melhor, em Santiago da Guarda, é, desde 1978, o único imóvel no concelho classificado como Monumento Nacional.

É também o único exemplar de arquitectura civil manuelina no município de Ansião, e é, desde 2002, uma janela para o Portugal de há 16 séculos. Passamos a explicar, passo a passo, porque esta é uma narrativa cheia de episódios e de histórias que a História esqueceu.

Em 1996, o imóvel, quase totalmente em ruína, e cuja arquitectura quinhentista alojava a mercearia onde os habitantes se abasteciam de feijão, açúcar e outros produtos, foi adquirido pela autarquia. Em 2000, começaram os trabalhos de consolidação das paredes e restantes estruturas.

E foi quando, com o decorrer das obras, em 2002, que o espaço haveria de revelar um dos seus segredos bem guardados. A quase dois metros de profundidade, estava escondida uma villa romana, com alguns dos mais belos e bem conservados mosaicos romanos achados em Portugal, capazes de rivalizar até com a vizinha Conimbriga (Condeixa).

A residência, conhecida localmente como “o castelo”, segundo informação da autarquia, é atribuída aos Vasconcelos Ribeiros e Sousas do Prado, mantendo- se na posse da família desde o século XVI até à segunda metade do século XIX, integrada no Morgado da Moita Santa. Em 1835, com o fim da guerra civil, os morgadios foram extintos e o imóvel aparece referido como “palheiro e curral”, na descrição da Quinta Santa.

O antigo “castelo”, como é conhecido localmente, conta com uma planta quadrangular, com quatro alas em torno de um pátio central, rodeado de janelas manuelinas. No interior, existe uma pequena capela quinhentista, com abóbada de nervuras, sustentados por mísulas, também com com decoração contemporânea à época de construção.

Até 2000, o antigo espaço de culto serviu de palheiro. O acesso à parte superior da torre quatrocentista, com os seus merlões e ameias, é, hoje, feito através de uma escadaria metálica,  [LER_MAIS] deixando para trás frestas, janelas góticas e seteiras. Do topo, é possível avistar- -se o ponto mais alto da Serra de Sicó, a aldeia de Alvorge, onde existem ainda as ruínas de uma torre semelhante e o vale em direcção a Torre de Vale Todos, que também contaria com uma estrutura defensiva do mesmo tipo.

A torre original terá sido mandada construir por Afonso Henriques e insere-se num conjunto defensivo onde se incluem fortificações de Arouce, Dornes, Lousã, Penela, Pombal, Leiria e Montemor-o-Velho. Para visitar a torre quatrocentista, é necessário solicitar a sua abertura na cafetaria. Em 2005, com a restauração do Paço Quinhentista, foi recuperado parte do antigo fulgor de épocas há muito passadas.

Segundo Marcelo Afonso, da autarquia, o espaço que faz parte da Associação Portugal Romano e da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego, pode ser visitado todos os dias da semana, à excepção das segunda- feiras. Tesouro trazido à luz do dia Entre 2002 e 2005, uma villa tardo-romana, dos séculos IV e V foi sendo trazida à luz do dia.

Ao todo, além de várias estruturas arquitectónicas, foram localizados 17 pavimentos policromos. Terá sido a existência desta antiga casa e da torre da Reconquista, que levou os proprietários, na época quinhentista, a escolher o local para edificar a sua nova residência.

A habitação romana seria bastante grande, para os padrões da época, e luxuosa, com átrio, peristilo, triclinium, uma zona de culto e até teria um dispositivo para aquecimento do ar e, segundo vários investigadores, esta villa insere-se numa linha geográfica de romanização da Lusitânia, iniciando em Coimbra, com o criptopórtico no Museu Machado de Castro, passado por Conimbriga, Rabaçal, Santiago da Guarda e Tomar.

Aliás, é reconhecido que Conimbriga, Rabaçal e Santiago da Guarda, possuem o conjunto de mosaicos romanos mais importantes de Portugal. Nas traseiras da residência, há um anfiteatro onde, nos tempos romanos, existiria um complexo termal privado da família.

Ao longo de dezenas de metros quadrados, há flores de lis simplificadas, desenhos circulares, linhas, voltas, flores e cornucópias, e muitos outros padrões geométricos, pacientemente desenhados com recurso a pequenas pedras, como era costume na arquitectura romana.

Uma tal extensão de pavimentos profusamente decorados demonstra que os proprietários eram pessoas de posses e de bom gosto artístico, capazes de dispensar uma parte substancial do seu rendimento numa decoração rica e cuidada.

Datados de finais do século IV ou inícios do V, os mosaicos contam com quatro tons principais; o vermelho, cor do Império, amarelo, cor da fortuna, azul e branco. Segundo o guia que mostra o local aos visitantes, toda a área dentro e fora do edifício foi sondada e escavada arqueologicamente, tendo-se concluído que, provavelmente, nada mais há para descobrir no subsolo.

O domínio romano do território iniciou-se em 29 a.C., com o assassinato de Viriato, traído por um companheiro de armas a soldo dos romanos e o vínculo a Roma durou até 411, quando o imperador Flávio Honório ofereceu a Lusitânia aos invasores Alanos, para evitar que estes se fixassem em territórios mais próximos da capital do Império Romano do Ocidente.

Esta villa data da parte final da ocupação imperial, pouco antes da chegada das hostes germânicas. O espaço está dotado de uma oficina de arqueologia e centro de documentação, de um alojamento para acolher investigadores, uma sala polivalente cujo pavimento em vidro permite ver observar estruturas romanas e mosaicos agora à vista de todos, de um espaço que pode ser usado em contexto multimédia, de salas de exposição e de uma cafetaria que também funciona como loja de artesanato local e onde são vendidos artigos endógenos como o queijo, o azeite, o mel ou os premiados biscoitos locais baptizados como Lesmas com Pinhão.
 

Mercado Romano
Residência de senhores e de peregrinos

A residência senhorial pode ter funcionado como albergaria para os peregrinos que se deslocavam do Sul para Norte, em direcção a Santiago de Compostela. Pelo menos, é o que parece indicar uma vieira, o símbolo universal dos Caminhos de Santiago, esculpida por cima de uma das portas no pátio interior.

Em meados de Setembro, o “castelo” é utilizado, não para realizar feiras medievais, mas para um evento de inspiração romana, o Mercado Romano de Ansião, inspirado na realidade de uma região ligada pelas descobertas arqueológicas locais.

Há cerca de dois mil anos, a estrada que ligava o Sul ao Norte do território da Lusitânia Ocidental, passando pelo Rabaçal, Santiago da Guarda, Conímbriga e Tomar estava localizada nas proximidades, incentivando o estabelecimento de populações e povoados, como demonstram os achados.

Tópicos: culturamosaicos romanosresidência senhorial dos condes de castelo melhorSantiago da GuardaViver

RELACIONADOS

Exposições: A Batalha Real
Viver

Exposições: A Batalha Real

Agosto 29, 2026
Palavra de Honra | “Não há paciência para o ‘queixismo’ português”
Viver

Palavra de Honra | “Não há paciência para o ‘queixismo’ português”

Agosto 23, 2026
Agenda: António Raminhos, cinema ao ar livre, Paus e Ana Lua Caiano
Viver

Agenda: António Raminhos, cinema ao ar livre, Paus e Ana Lua Caiano

Agosto 20, 2026
Próxima publicação
Ser jornalista é uma marca que não sai de nós

Ser jornalista é uma marca que não sai de nós

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?