A criação de uma Área de Gestão Integrada da Paisagem (AIGP), abrangendo a totalidade do concelho de Leiria, é uma das soluções que está em cima da mesa para agilizar o processo de limpeza da floresta neste município. A informação foi avançada na última reunião de câmara descentralizada, realizada em Bidoeira de Cima, freguesia que perdeu grande parte da sua área arborizada, com o presidente da câmara a reconhecer que esses trabalhos de limpeza demorarão “no mínimo, quatro anos”, como aconteceu em França com a tempestade Klaus, registada em 2009.
Segundo o vereador Luís Lopes, a câmara já se disponibilizou a ser entidade gestora da AIGP, havendo a promessa do Governo de que a sua aprovação acontecerá em breve. O autarca explica que esse mecanismo trará associado financiamento para intervir na floresta e dá “legitimidade a uma entidade de gestão [neste caso, a câmara] para entrar em propriedade privada para fazer gestão florestal”. Frisa, no entanto, que há sempre a obrigatoriedade de “cumprir prazos e notificar os proprietários, que têm 30 dias para confirmarem se permitem ou não que que haja integração do seu terreno na AIGP”.
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