Quando o plano abre, a câmara mostra que o metaleiro tatuado, de cabelo comprido, piercing no lábio inferior e rosto (só aparentemente) endurecido, está, afinal, em ameno convívio na cozinha da Dona Emília, que lhe serve uma chávena de chá. Noutro vídeo partilhado nas redes sociais do Nascentes, que se baseia no mesmo artifício de relação entre o detalhe e a escala maior, e começa com um elogio ao ar das Fontes dito em francês de Portugal, de novo a Dona Emília, a emergir de um mar de abraços com uma prancha de surf, à chegada do Mercedes migrante carregado de malas e saudades, e noutro, ainda, entre tantas imagens a transbordar de vida que preenchem a comunicação do festival realizado no concelho de Leiria, é o Zé Rola que se senta a tocar bateria e o Luís Coelho exibe o seu famoso abafadinho da adega do Nharro, provavelmente, o segredo mais mal guardado da aldeia onde nasce o rio Lis. Os habitantes da povoação são os protagonistas da mensagem que, este ano, fala da força que emana da fragilidade, e, por outro lado, da mudança provocada pela globalização, numa perspectiva que o programa reflecte do primeiro ao último dia, com músicos e bandas de 18 nacionalidades em concertos até ao próximo domingo, 7 de Julho.
Delicado e íntimo
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