PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Desporto

Natália Perez a pivô que derrubava três de uma vez

Paula Lagoa Paula Lagoa
24/01/22 11:01
em Desporto
Natália Perez a pivô que derrubava três de uma vez
Share on FacebookShare on Twitter

Numa altura em que tantas crianças e jovens foram afastados das suas modalidades desportivas por força da pandemia, importa contar histórias de atletas excepcionais, para quem o desporto é mais do que uma prática, uma forma de vida. Natália Perez é uma dessas pessoas.

A emblemática jogadora de andebol está ligada à modalidade há 36 anos e a sua história desportiva é uma linha contínua de vitórias e conquistas, trabalho e superação, não muito sangue, mas muito suor e lágrimas.

Nasceu na Alemanha, é filha de pai português e mãe espanhola, veio para Leiria em 1985 e hoje, aos 46 anos, não via a sua vida sem andebol. É treinadora em escalões de formação, faz parte de uma equipa de masters que ela própria formou, tem o prazer de já ter uma filha a seguir-lhe as pisadas e no balanço de tantos anos de vida passados dentro das quatro linhas sobressai a palavra “amizade”.

Ela é assim, uma atleta “respeitadora e respeitável que merece todos os elogios que lhe são feitos”, diz José Bento, um dos seus primeiros treinadores, lá nos longínquos anos 80 do século e milénio passados. Tinha 11 anos quando, a convite de uma amiga, decidiu experimentar o andebol. Andava no basquetebol mas “não gostava muito”, já o andebol foi paixão ao primeiro drible.

[LER_MAIS]“Desde então, ganhei paixão pelo andebol. Eu comia andebol, eu respirava andebol, tudo era andebol”, recorda Natália. “Aquela rapariga era um poço de energia. Vinha com as bases do basquetebol, tinha uma grande disponibilidade física e motora e foi muito fácil a iniciação no andebol”, lembra José Bento. “Com uma constituição física muito forte já se adivinhava ali uma pivô em potência”, diz o treinador. “Mas ela pedia para jogar na primeira linha, porque queria marcar mais golos, como qualquer criança na sua idade”, recorda Bento.

E foi a lateral que jogou durante muito tempo, até à primeira ida à selecção de juvenis, em 1990, onde a puseram a jogar a pivô. “Foram apenas três dias, mas de muito treino, muita luta, muita competição e muita ingenuidade. Ao final do primeiro dia queria vir-me embora, pois nunca tinha sentido na pele o que era ter que lutar por um lugar. Havia pelo menos três atletas por cada posição e tinhas de mostrar o que valias em apenas três dias”. Mas como ela diz, não é “mulher de vergar facilmente” e conquistou um lugar na equipa.

“Era o que queria realmente, representar o meu país, fiz das tripas coração, dei o que tinha e o que não tinha”. A partir daí não deixou mais a posição de pivô e recorda o trabalho árduo que teve para se transformar de lateral em pivô, com ajuda de treinadores como Luís Monteiro (Ika), Ricardo Santos e Fernando Gomes (Veta). “A Natália, para além de determinada e aplicada, aliava a componente física a qualidades intrínsecas, como força e velocidade para o andebol. Tinha as qualidades inatas para a posição de pivô e foi nessa posição que alcançou notoriedade”, recorda ainda o treinador Luís Monteiro. “A minha primeira internacionalização coincidiu com o meu aniversário num Torneio de Natal, estágio de preparação, em Almeirim. Foi a melhor prenda que alguma vez podia ter recebido”, lembra Natália.

Na época 1991/1992 participou na 1º Taça Latina em Sássari, na Sardenha, Itália. No mesmo ano ainda disputou e conseguiu apuramento pela equipa das quinas para o Campeonato de Europa. Em 1992/1993 ajudou a equipa portuguesa a fazer história, classificando-se entre as seis melhores. Em 1994/1995 entra na Faculdade de Letras do Porto, e decide sair da Juve para jogar, pela primeira vez na 1ª divisão, representando o Clube Almeida Garrett.

“A experiência foi excelente. Adorei a equipa, mas optei por mudar de curso e regressei a Leiria no ano seguinte para estudar na ESTG, regressando assim também à minha casa desportiva, a Juve”. Nessa altura começou também a treinar escalões de formação e o objectivo da equipa sénior era subir à primeira divisão.

Conseguiram-no na época 2000-2001, com o treinador Marco Afra, após vários anos “de muito esforço e dedicação”, pois nas épocas anteriores não alcançaram o feito sempre por muito pouco. “A Juve foi, durante quase 20 anos, a minha segunda casa, onde cresci como atleta e pessoa. Onde criei amizades, ensinamentos e aprendizagens para a vida e que transporto muitas vezes para a minha profissão e para as minhas salas de aula”, diz Natália, actualmente professora adjunta e coordenadora da licenciatura em Animação Turística do Politécnico de Leiria.

Com as responsabilidades profissionais a aumentar e a vontade de constituir família a falarem mais alto, aos 30 anos as sapatilhas estavam destinadas ao armário mas não foi bem assim. A convite do treinador Paulo Félix ainda ajudou o Colégio João de Barros (CJB) a subir à 1ª divisão. Foi mãe mas voltou logo de seguida para disputar a Challenge Cup EHF, competição na qual já tinha experiência por três vezes com o emblema da Juve e acabaria por disputar mais três pelo CJB.

Em 2011 foi campeã de andebol de praia com uma equipa de mães que se juntou por diversão e acabou por se revelar a sensação dos areais naquele ano. “Haveria melhor altura para finalmente sair pela porta grande e arrumar as sapatilhas de vez? Pois assim foi.

Apaixonei-me em 1986 e deixei de jogar andebol 25 anos depois. 25 anos fabulosos”, diz a atleta. Entre 2013 e 2015 ainda foi treinadora de andebol em cadeira de rodas. Actualmente é treinadora no Atlético Clube da Sismaria (ACS), clube onde acabou por formar uma equipa de veteranas/masters e a podemos ver a fazer uns remates uma vez por semana. Deve ser por histórias como esta que o slogan da modalidade diz: “O andebol é espectacular”.

Tópicos: andeboldesportojuve lisnatalia perez

RELACIONADOS

Inscrições para o Leiria Run encerram esta quinta-feira, dia 10
Desporto

Inscrições para o Leiria Run encerram esta quinta-feira, dia 10

Setembro 10, 2026
“Ajude o Francisco a Reconstruir a Sua Vida”: Campanha para apoiar atleta vítima de acidente
Desporto

“Ajude o Francisco a Reconstruir a Sua Vida”: Campanha para apoiar atleta vítima de acidente

Setembro 8, 2026
Rafael Cardeira regressa à estrada para disputar Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín
Desporto

Rafael Cardeira regressa à estrada para disputar Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín

Setembro 7, 2026
Próxima publicação
Especialistas criticam plano de gestão florestal do Pinhal de Leiria

Especialistas criticam plano de gestão florestal do Pinhal de Leiria

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?