PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

No diálogo entre o barro e a dança, há histórias esculpidas em corpo vivo

Cláudio Garcia Cláudio Garcia
24/11/22 02:11
em Viver
No diálogo entre o barro e a dança, há histórias esculpidas em corpo vivo
Share on FacebookShare on Twitter

O corpo manipula o barro e a dança manipula o corpo. No novo projecto de co-criação da única companhia profissional inclusiva em Leiria, há oleiros que se tornam matéria-prima e dois mundos em diálogo, com um olhar contemporâneo sobre práticas ancestrais.

Maciço inspira-se no ambiente das serras de Aire e Candeeiros para elevar o chão comum ao estatuto de arte e destacar a ligação à terra, entendida como a casa a que se quer voltar.

“O maciço é uma pedra gigante, é um chão que nos une a todos, e embora pareça muito robusto e forte, e que sustenta uma humanidade, o chão que todos nós pisamos, ele é na verdade bastante frágil, na medida em que com a erosão e com a manipulação do Homem, e com as alterações que vai sofrendo, vai-se sedimentando até chegar a fragmentos tão pequeninos que dão origem ao barro”, explica Marina Oliveira, coordenadora artística da companhia Corpo e gestora do projecto Maciço.

A inclusão é um dos valores da companhia Corpo, ancorada na Associação de Dança de Leiria. No projecto Maciço participa um bailarino com deficiência cognitiva e uma bailarina com 45 anos de idade, além de bailarinas mais jovens, contratadas após prestarem provas. Não há distinção entre profissionais e não profissionais. Todos recebem o mesmo e partilham a co-criação.

Ana Lousada e Carlos Neto, da Casa da Olaria, no concelho de Porto de Mós, são os ceramistas acostumados a manipular o barro que nos ensaios (e em 2023, ano da estreia, também no palco) se transformam, eles próprios, em matéria-prima.

“O ceramista é a obra”, comenta Marina Oliveira. “O barro já é só matéria-prima, porque a obra são eles”.

Dança, vídeo, música

No projecto multidisciplinar, que pretende contar histórias esculpidas em corpo vivo, cruzam-se as artes performativas (dança), as artes visuais e multimédia (vídeo) e as artes plásticas (a olaria), além da música, que incluirá um grupo de concertinas no processo de recolha.

O objectivo é criar um objecto artístico tripartido, que fornece perspectivas que se complementam, mas podem existir separadamente: um espectáculo de palco com banda sonora, manipulação de barro ao vivo, dança, performance e projecção de imagens; um vídeo da autoria do cineasta Rafael Almeida, em que a dança serve a linguagem do cinema, e que poderá seguir uma itinerância própria em salas e festivais; e um documentário, com entrevistas e filmagens no meio natural, ou seja, o parque natural das serras de Aire e Candeeiros.

Ensaio no estúdio da Corpo (Foto de Ricardo Graça)

“Tem-nos conduzido a fazer coisas incríveis (…) tem sido uma surpresa”, diz Ana Lousada, sobre o trabalho de co-criação que coloca em evidência a “ancestralidade” e a “sabedoria” a que o barro, “matéria incrível”, com possibilidades infinitas, “sempre esteve ligado”, enquanto “prática antiga” que responde à “necessidade de nos expressarmos”.

“A matéria-prima que é o barro, que nós estávamos habituados a transformar naquele processo de objectos utilitários ou decorativos, aqui, pode levar a outra dimensão”, acrescenta Carlos Neto, para quem é importante “não ficar preso a uma determinada identidade, a um determinado trabalho”.

Da pesquisa de campo e de estúdio iniciada em Outubro já constam encontros, visitas a pedreiras e barreiros, ensaios nas instalações da Associação de Dança de Leiria no estádio municipal e na oficina de olaria de Ana Lousada e Carlos Neto, e, também, uma residência.

“Estivemos, literalmente, uma semana embebidos na serra, em várias zonas da serra, para podermos beber das pessoas, das histórias”, conta Rute Vitorino, coordenadora artística da companhia Corpo e responsável pela coreografia do projecto Maciço, em que também participa como bailarina.

Estreia em 2023

O que está a ser desenvolvido é, segundo Rute Vitorino, “uma viagem sensorial”, em que se expressam o tacto, o cheiro e os sons da Natureza, que busca “inspirações de tradições, que se vão perdendo”. Os encontros, os rituais, o canto e a dança de outras eras. “Não vamos criar uma escultura, ou até que sim, mas é algo muito abstracto”, antecipa. O movimento conduz o destaque para a “identidade” e para a “interacção com o meio”, numa narrativa que “pode não ser linear” mas tem “dimensão poética”.

“Para quem tiver sensibilidade para a descobrir”, concorda Marina Oliveira, “há sempre uma mensagem implícita, há sempre poesia”. Maciço “vai beber às raízes” e às rotinas da “manualidade” e do “fazer com as mãos”, mas, numa dualidade procurada, a tecnologia utilizada pelo realizador Rafael Almeida oferece “uma dimensão do século XXI” sobre a ruralidade resgatada na serra.

Ensaio no estúdio da Corpo (Foto de Ricardo Graça)

No caminho que o projecto Maciço tem pela frente, vislumbra-se, por outro lado, um contributo para a preservação de modos de vida e de ofícios tradicionais, de que a olaria faz parte.

Há vontade de apresentar o espectáculo, pelo menos uma vez, na serra, para as comunidades que, de algum modo, inspiram a coreografia. “Fomos buscar coisas à serra mas também queremos deixar alguma coisa”, conclui Marina Oliveira. Há, também, interesse em tentar um percurso internacional, mas, para já, a primeira meta é a estreia, em Março do próximo ano.

Maciço – Histórias Esculpidas em Corpo Vivo é um dos projectos financiados pela Rede Cultura, com um apoio no valor de 20 mil euros, distribuído no decurso de uma convocatória pública, com selecção por júri, em Abril de 2022.

Tópicos: corpodançaLeiriaMaciço

RELACIONADOS

Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo
Sociedade

Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo

Setembro 11, 2026
Próxima publicação
Leiria é ‘Município Amigo do Desporto’ pelo quinto ano consecutivo

Leiria é 'Município Amigo do Desporto' pelo quinto ano consecutivo

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?