A equipa de juniores de futebol da União de Leiria transitou da égide da SAD para o clube. Os resultados não têm sido famosos. Com a primeira volta da primeira fase da zona Sul concluída, é última classificada, com zero pontos, 11 derrotas em outros tantos jogos, três golos marcados e 40 sofridos. No último sábado foi goleada em Alcochete, por 9-0, e a manutenção na 1.ª Divisão nacional afigura-se uma improbabilidade. Para trás poderão ficar 14 temporadas consecutivas no patamar mais alto, com cinco presenças na fase dos oito melhores. Estava à espera que os resultados fossem estes quando decidiu resgatar a equipa de juniores à SAD?
O futebol de formação não pode ser avaliado nem estruturado época a época. Tem de haver um plano que seja pensado a longo prazo. São degraus de crescimento e é um projecto continuo e inacabado, do qual o escalão júnior é o último degrau do processo formativo. O que está a acontecer nos juniores é reflexo de uma série de questões que levou a Direcção a tomar a decisão de mudar o paradigma. Sentíamos que todo o investimento que estava a ser feito na formação do clube não estava a ser aproveitado pela equipa júnior, uma vez que nos últimos anos essa equipa era composta maioritariamente por atletas que não tinham qualquer ano passado na formação do clube. Nas últimas épocas eram dois ou três jogadores do onze que tinham passado pela Academia de Santa Eufémia e os demais vinham de fora. Entendemos que os juniores devem ser vistos como o último degrau de formação e não como o primeiro degrau de competição.
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