PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

O Lado Lunar | O maravilhoso mundo do lixo

Fernando Ribeiro, músico Fernando Ribeiro, músico
25/05/26 06:05
em Opinião
O Lado Lunar | O maravilhoso mundo do lixo
Share on FacebookShare on Twitter
Fernando Ribeiro, músico

Na escala não-oficial do que pode infligir trauma psicológico e, quem sabe, existencial, mudar de casa está nos cinco primeiros lugares deste “top”.

Temos a tendência de tudo humanizar, a começar pela casa onde passámos vários anos e que enchemos do tudo e de mais alguma coisa, material e imaterial. Recordamos cada mossa na parede, cada fechadura estragada, cada risco na parede do quarto dos nossos filhos, para medir “onde é que eles vão parar?”, como memórias vivas dos bons tempos que ali passámos. Ou dos maus, dependendo da razão da mudança.

Em Portugal, o nosso temperamento melancólico que tudo apura, junta-se ao nosso problema de habitação para fazer da mudança de casa um momento charneira das nossas vidas, para o bem ou para o mal.

Viver de sacos, de malas, de refeições pré-preparadas, de rotinas que dispensam ginásios à conta do treino de força que é desviar, carregar, mover, torna-se a constante da nossa vida nos últimos meses, semanas e dias antes do nosso grande êxodo e só desejamos contar os minutos o mais rapidamente possível até finalmente pousarmos no novo ninho e começar o trabalho inverso de desempacotar, arrumar, verificar, relembrar enfim.

Outro processo que se reveste de uma fundamentalidade que ignoramos até neste estarmos em pleno, é o da seleção do que pomos ou não pomos no lixo. Aí entram critérios de memória, de praticidade, (des)prendimento ou muito pelo contrário, até que começa a marcha infinita de monos e sacos de roupa antiga dirigida a destinos que são mais improváveis do que o mobiliário urbano designado para receber os despojos da nossa vida.

Na rua que agora deixo há um ecoponto: lixo normal, papelão, latas e embalagens, vidro. No espaço que existe à volta pode-se, pontualmente, colocar lixo de outra natureza ou dimensão, porém desejo a todos boa sorte ao tentarem combinar algo ao vosso tempo e horas com os serviços de recolha camarários que deveriam ter esse trabalho, conforme as competências neles investidas.

Se somos aquilo que comemos, se a nossa dieta nos define enquanto indivíduos e povos, o que mandamos fora também tem muito para dizer sobre nós, desde já que somos todos um tudo pouco nada maximalistas e acumuladores; e que à questão supra- existencialista do que somos, e para onde vamos, se deve juntar “para que raio precisamos, precisámos de tanta coisa?”

Também podemos ler no lixo as necessidades dos outros. E onde funcionários falham, há toda uma rede invisível de imigrantes, de pessoas ligadas à solidariedade que recolhem de forma empenhada e gratuita tudo aquilo que já não servindo para nós, serve para eles.

Se bem que haja alguma angústia neste pensamento, a velha esperança e satisfação de que algum menino com menos condições financeiras calce as sapatilhas de marca, dadas por alguma tia, às quais o nosso filho torceu o nariz, ou que tanto cresceu que já não lhe serviam, traz algum conforto esquisito a toda à equação de quem deita fora e de quem coleta.

Impossível de negar é o humanismo humilde de quem verdadeiramente recicla em prol de quem não hesita em meter todo um fogão no lixo. Podemos até dizer que este movimento, injusto como estes tempos selvagens de capitalismo, que não dão hipótese de recuperar uma torradeira, porque já ninguém a arranja, tempos em que giramos à volta do “trocar por um novo”; através dos seus anjos da guarda da rua não só nos ensine a poupar os nossos objetos a uma vida curta, como nos faça aprender virtudes e contingências importantes para o nosso comportamento em sociedade.

O lixo é muito mais o que mandamos fora.

É a pegada orgânica de quem somos e um verdadeiro exercício de cidadania.

RELACIONADOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem
Sociedade

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Próxima publicação
Realidade virtual nas aulas de educação física melhora motivação e aprendizagem dos alunos

Realidade virtual nas aulas de educação física melhora motivação e aprendizagem dos alunos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?