O ninja chama-se Toni e o filme tem porrada da boa, litradas de sangue falso e várias frases que se tornaram icónicas. “Vais sentir a supremacia da dor”, “digam-me os vossos nomes e eu mato-vos por ordem alfabética” ou, a favorita de João Pombeiro, “o que tu fizeste não é imperdoável”, que resulta de um lapso propositadamente não corrigido.
Obra de culto entre amigos no circuito VHS antes de passar na SIC Radical, O Ninja das Caldas faz 25 anos e pela primeira vez será exibido numa sala de cinema. A sessão no Porto (próximo sábado, 1 de Março, com a presença do realizador Hugo Guerra) vai recuperar a luta pelo poder do Búzio Dourado que opõe o herói Toni Canelas e o vilão Evil Dragon, uma sátira à portuguesa temperada com sotaques do Algarve, do Barreiro e de Peniche, regiões de onde os actores principais (e guionistas) são originários (Octávio Lourenço, Ricardo Guerreiro e José Serpa). O bem contra o mal, vingança e um amor impossível, mas, também, pinhocas e sandálias com meia branca numa comédia de acção série B do it yourself em que os assistentes de produção tanto aparecem no ecrã a segurar pela cintura um personagem que “voa” como deixam cair no enquadramento o saco de pó de pedra usado para simular nevoeiro.
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