PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

O português não sabe o que é racismo

António Madeira, programador hádoc – Cinema Documental António Madeira, programador hádoc – Cinema Documental
26/04/21 10:04
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
António Madeira, programador hádoc – Cinema Documental

O português não sabe o que é racismo O que é compreensível. Somos uma sociedade branca, salvo em raras bolsas urbanas, e temos a fama (nem sempre o proveito, é certo) de país historicamente multicultural.

A escravatura e o colonialismo são temas que só recentemente, e de forma tímida, têm saído do armário e evitamos falar neles ou mudamos o tema de conversa quando surge inesperadamente.

Eu, por exemplo, conheci a primeira pessoa negra aos 13 anos e nunca presenciei um ato declarado e óbvio de racismo em Portugal.

Na escola, não me lembro de ter ouvido ou lido sobre os períodos negros da nossa história, e assim vivi tranquilamente na minha bolha de branco da classe média de um país europeu que se beneficiou de, e promoveu, o rapto e a venda de seres humanos, durante séculos.

Foi apenas aos 34 anos, no Brasil, que percebi o que é o racismo.

Não o racismo nos campos de futebol, onde adeptos enfurecidos chamam “macaco” a algum atleta da equipa adversária ou nos subúrbios do Rio de Janeiro, onde um jovem negro é esmagado até à morte num supermercado por ter roubado um pacote de pipocas, mas o racismo estrutural, aquele que está de tal forma impregnado no tecido social que se torna invisível, quer para a minoria branca privilegiada quer para a maioria negra resignada.

Nesse estranho dia da minha memória, enquanto esperava para ver Maria Bethânia ao vivo, apercebi-me de algo estranho na sala: não havia negros entre o público.

Ainda que me encontrasse num estado onde apenas 15% da população é negra ou mestiça, seria de esperar que algum negro quisesse ver um espetáculo da grande artista popular brasileira. Mas não. Nem um para amostra. Os meus olhos bem procuraram, mas sem sucesso.

Ao intervalo, curioso, levantei-me e dei uma volta pela sala e consegui ver um negro numa plateia para 1500 pessoas.

O documentário de Toni Venturi e de Val Gomes poderá não ser revelador para quem tem consciência do problema racial no Brasil e das suas raízes históricas, mas, estou certo, será impactante para a maioria dos que tiverem oportunidade de o ver em Portugal.

Mais do que um guião repleto de clichês e situações chocantes e explícitas, “Dentro da Minha Pele”, escolhido em novembro passado para o Festival Internacional de Cinema Documental de Amesterdão, o maior do mundo do seu género, opta por nos apresentar esse racismo invisível e estrutural que é bem real no dia a dia dos brasileiros, contextualizando-o com a história das suas raízes e a implementação deliberada pela minoria branca de descendência europeia.

Os relatos na primeira pessoa são intercalados por entrevistas a ativistas, filósofos, historiadores e sociólogos, mas também pela música e as artes visuais negras, qual voz oprimida num país que só agora vai acordando lentamente para a consciência de que o racismo, ainda que seja um problema que afeta maioritariamente os negros, é apenas um dos exemplos da desculpa social que usamos para nos sobrepormos aos outros, seja com base na cor da pele, no sexo, na religião, no clube de futebol ou no tamanho da conta bancária.

Tal como a própria Val Gomes diz: “vivemos em bolhas e, anos atrás, nos tempos analógicos, estávamos mergulhados em bolhas ainda mais profundas, dentro do nosso meio social, seja ele o da classe média, do rico ou do pobre. Ainda hoje, com a internet e intercomunicação digital, os muros invisíveis estão aí, separando as pessoas, segregando geograficamente os cidadãos em classes, clãs e castas.”

Este é mais um pequeno contributo que o hádoc dará amanhã, no Teatro Miguel Franco, pelas 19:30 horas, na sua tentativa de esporear consciências e reduzir tais barreiras.

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: António MadeiraCinemacolunacríticacurtascurtas-metragensDentro da Minha PeleFilmehádocLeiriaMaria Bethâniaopiniãoracismosob a peleteatro Miguel Franco

RELACIONADOS

Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo
Sociedade

Leiria: Adlei defende plano de mobilidade inclusivo

Setembro 11, 2026
Próxima publicação
Centro de Saúde de Ansião vai ser remodelado

Centro de Saúde de Ansião vai ser remodelado

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?