PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

O prisma desfocado

Excesso de informação redunda em desinformação. E essa constatação assumiu maiores proporções com a pandemia, que conjugou o medo com a histeria colectiva

Paulo José Costa, psicólogo clínico Paulo José Costa, psicólogo clínico
20 de Agosto de 2021
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Paulo José Costa, psicólogo clínico20 de Agosto de 2021

O avolumado (re)fluxo das novas tecnologias conduziu a uma mudança de paradigma e a um embate desmedido na democratização do (des)conhecimento.

Esta transformação reveste-se de inúmeras perversidades que desaguam na comercialização desenfreada de equipamentos electrónicos – computadores, tablets ou telemóveis inteligentes – e na congestão (in)utilitária da internet, talvez comparável à massificação da tipografia no século XV.

Contrariamente ao que sucedera então, hoje as “leituras” desacertam e toldam a sociedade. Excesso de informação redunda em desinformação.

E essa constatação assumiu maiores proporções com a pandemia, que conjugou o medo com a histeria colectiva.

As preocupações com as gerações mais novas, com o comprometimento da sua educação, não somente centrada no currículo académico, mas assente na partilha e na primazia da relação interactiva da pedagogia enquanto arte, o domínio e a capacitação de competências sócio-emocionais, o acesso ao mercado de trabalho, a saúde mental e a prática da cidadania, foram irrevogavelmente relegadas para um plano secundário.

Nesta fase do processo de imunização tal é, reiteradamente, negligenciado por algumas vozes que clamam mais por uma vacina do que por todas estas rubricas candentes que perpetuarão a pandemia para além da sua profilática debelação.

Os meios de comunicação social tradicionais foram substituídos, em larga medida, por posts no Facebook, mensagens no Whatsapp e fotos no Instagram.

Se é verdade que a descentralização do conhecimento, que séculos antes era um bem exclusivo de alguns privilegiados, constituiu um avanço civilizacional, não é menos verdade que acarreta perigos, que se nutrem da insuficiente literacia digital da população.

Os rumores, as notícias falsas e a manipulação de dados que brotam de inúmeras e anónimas fontes inundam os nossos feeds de notícias a um passo alarmante.

É neste contexto de erosão da confiança na autenticidade do que lemos, vemos ou ouvimos, que se torna imperativo não apenas um investimento profundo e sistemático em soluções tecnológicas que mitiguem estes riscos mas, sobretudo, uma aposta na literacia do sentido crítico e capacidade reflexiva (“analógica” e digital).

O acesso global à Internet criou uma epidemia de informações, designada pela OMS de Infodemia.

A confiança está no cerne das relações humanas em todos os níveis etários, classes sociais e graus de cultura e escolaridade. E a sua perda ou comprometimento destrói o capital humano.

A afeição mútua e o respeito integram este axioma, indo muito além dos algoritmos em que nos enredam as tramas digitais.

Estas isolam, enfraquecem e desumanizam, coagindo a um pensamento dissociativo.

Este é o século mais solitário de que a Humanidade tem memória.

O Homem foi concebido para ser gregário. E o organismo humano reage fisiologicamente ao percepcionar a solidão como um estado, segregando (em excesso), hormonas que activam respostas de stress e ansiedade, ou manifestando (em défice) outras que causam depressão ou anedonia.

Revelar gratidão àqueles que se predispõem para o gesto compassivo é a chave do confronto desta desfocagem da realidade.

Por isso é tão actual a frase de Nietzsche: “Quando, acima de tudo, nos amamos a nós próprios, o maior prazer que encontramos – por meio da compaixão – pode levar-nos a mostrarmo-nos cruéis para connosco”.

Tópicos: opiniãoPaulo Costa
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Sugestões para o fim-de-semana

Sugestões para o fim-de-semana

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

MAIS VISTOS

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?