PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Viver

Ode Filípica: o regresso de um ovni

Primeiro tema em 23 anos sai no final do mês de Dezembro

Redacção Redacção
5 de Dezembro de 2015
em Viver
Ode Filípica: o regresso de um ovni
Share on FacebookShare on Twitter

O primeiro tema dos Ode Filípica em 23 anos sai no final do mês de Dezembro e é um regresso ao momento em que dois rapazes da província ajudaram a filiar a música portuguesa na estética electro-industrial das décadas de 80 e 90. Vale o que vale, recordar que chegaram a apresentar-se ao vivo com imagens hardcore a passar em vários televisores. A pornografia choca cada vez menos, quando até a Playboy abdica de publicar mulheres nuas, mas se recuarmos a esses tempos da revista Gina, antes da internet e da televisão por cabo, então tudo muda de figura. A mistura de insinuações sexuais com referências religiosas era motivo para alguns pais trancarem as filhas em casa e também para o jornal Blitz se interessar por um projecto de garagem desenvolvido entre a Marinha Grande e a Maceira.

O que aí vem é um retorno sem voltar à casa de partida, porque desta vez Carlos Matos não conta com a colaboração de Pedro Granja, o homem responsável pelas programações originais da banda, para quem a caixa de ritmos não tinha segredos. E porque The Finishing Line troca a sonoridade visceral, provocadora e potencialmente chocante por uma toada tranquila, fílmica, quase épica. A voz é do britânico Andrew King e o registo integra a colectânea Ventos Acinzentados. Em cassete – leram bem, cassete – com selo da editora Anti-Demos-Cracia.

Entre 1989 e 1994, os Ode Filípica apresentaram- -se apenas quatro vezes em público. Momentos planeados ao milímetro para criar ondas de choque. As aparições na imprensa também ajudaram a alimentar o culto em torno de uma espécie de ovni no panorama musical português. Em especial, a entrevista ao Blitz que fala das sessões Ol Facipia Dei, de acesso restrito a sete pessoas de cada sexo. "Os concertos não eram só um acontecimento musical, eram uma provocação, um elemento artístico de confronto, de fazer as pessoas reflectirem", explica Carlos Matos. A teatralidade em palco, as letras gótico- depressivas, as vocalizações violentas, as texturas sonoras que pareciam extraídas de rituais pagãos – tudo soava a mistério e nenhum dos mentores do projecto estava interessado em desmentir rumores.

Foi em 1989, uns meses antes da queda do Muro de Berlim, que Carlos Matos e Pedro Granja se conheceram. O primeiro estava a entrar na idade adulta, o segundo tinha chegado da União Soviética, via Manchester. Partilhavam afinidades musicais, com destaque para Cabaret Voltaire e Test Dept, mas eram diferentes como as duas faces da lua – o vocalista à beira do exorcismo, o engenheiro de sons discreto na rectaguarda. Lançaram várias demotapes com canções em português, inglês, francês, russo e odês – um dialecto que não era mais do que português da frente para trás. E um vinil de sete polegadas, que inclui as faixas Time do Hell, Língua Morta e Ritual of Purity. Editaram na Alemanha, aparecem numa colectânea com os Young Gods e partilham a compilação Ritual Rock (1995) com Bizarra Locomotiva, Ornatos Violeta e Tédio Boys, entre outros. A fotografia no CD é da autoria de David Fonseca, mais tarde fundador dos Silence 4.

"Nunca nos assumimos como músicos, mas como manipuladores de sons. A Ode Filípica era a caixa de ritmos que explorámos até ao tutano", afirma Carlos Matos, que atribui ao ambiente industrial da Marinha Grande, onde cresceu, o interesse por bandas como Einstürzende Neubauten. "Desde miúdo que o barulho das máquinas a trabalhar, em cadência, era ritmo para mim. E comecei cedo com uma percepção dos ruídos que me rodeavam e que funcionavam como estimulador musical", afirma.

São dessa época os poemas ditados em casa para um gravador de cassetes e também a primeira audição de Unknown Pleasures, o álbum de estreia dos Joy Division. "Fez com que descobrisse um mundo maravilhoso e a partir daí comecei a ouvir coisas cada vez mais obscuras e difíceis". Para 2016, o objectivo é concluir um EP em vinil, com colaborações várias. Não estão previstas actuações ao vivo. Os tempos mudaram e a maturidade também é outra.

Discografia

Entre 1990 e 1992, os Ode Filípica editaram Impulsos Anémicos (cassete), Off (EP em vinil), Janusjus (cassete), Rites Of Devotion (cassete), Ol Facipia Dei Or Ode's Own God (cassete), Libre Gogtas (cassete) e On Illusion Live (cassete). Carlos Matos, presidente da associação cultural Fade In, viria depois a integrar os projectos Plastik Leiria Bomberz e Broto Verbo. Quanto a Pedro Granja, continua a compor e editou como Pedro Inf pela Some Bizarre Records, casa por onde passaram nomes como os The The, Swans, Test Dept, Cabaret Voltaire, Soft Cell e Einstürzende Neubauten. 

Tópicos: carlosmatosodefilipica
PartilharTweet

Mais informação

Concerto de uma vida!
Opinião

Concerto de uma vida!

14 de Dezembro de 2017
Carlos Matos, presidente da Fade in
Um medo de morte
Opinião

Um medo de morte

2 de Fevereiro de 2017
Carlos Matos, presidente da Fade in
75 linhas de quimera
Opinião

75 linhas de quimera

31 de Dezembro de 2016
Carlos Matos, presidente da Fade in
Próxima publicação
Porque aparecem tartarugas, golfinhos e baleias nas nossas praias?

Porque aparecem tartarugas, golfinhos e baleias nas nossas praias?

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

MAIS VISTOS

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?