Aprendeu com o avô a arte que vibra no sangue da família. Aos nove anos de idade já tirava formas da roda. Hoje Céu Pedrosa lidera a associação O Barro nas Mãos do Oleiro e continua a criar para manter viva a tradição. “Tento preservar as peças antigas e contar uma história”. A cântara, o alguidar, o tacho, entre outros objectos que abrem uma janela para viajar no tempo.
Na aldeia, subsistem sete olarias e outros tantos oleiros. Estão todos representados no livro de fotografia Bajouca – A Arte do Barro, da autoria de Nuno André Ferreira, com edição do Município de Leiria e lançamento no próximo sábado. O fotógrafo chama-lhes “os sete magníficos”. Nos últimos 12 meses, acompanhou-os de perto para fixar gestos e ambientes. O projecto “retrata uma geração” e constitui “um documento” para o futuro. Aproximadamente 40 imagens vão estar em exposição na Fonte Luminosa.
Contexto: a 8ª Exposição Nacional de Olaria, a acontecer nos dias 5, 6 e 7 de Setembro, no Jardim Luís de Camões. “Um museu a céu aberto” para “valorizar” o “saber fazer”, comenta Alexandre Correia, que assegura a curadoria do evento, onde os coleccionadores procuram troféus e o público pode “encontrar algo novo” e “diferenciador”.
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