– Já não há paciência… para o “tipo, imagina”. Não é uma ideia, é uma muleta. E ao fim de dois minutos já não estou a ouvir a história, estou a contar quantas vezes aparece.
– Detesto… quando alguém liga os quatro piscas em segunda via e acha que isso transforma a estrada num lugar de estacionamento. O carro continua no meio da estrada… só que agora está a piscar.
– A ideia… de que vou dormir cedo hoje, aparece quase todas as noites. Curiosamente, desaparece por volta das onze e meia. Os 10 despertadores de amanhã que resolvam.
– Questiono-me se… isto é uma simulação e vivemos para sempre. Talvez o corpo seja só o hardware e a consciência o software que um dia continua noutro sítio. Pensar que estamos todos só de passagem ajuda a relativizar muita coisa
– Adoro… sentar-me num lugar tranquilo, em silêncio, apenas a observar pessoas. Há sempre pequenas histórias a acontecer, mesmo quando ninguém dá conta.
– Lembro-me tantas vezes… de coisas que na altura pareciam completamente banais. Uma conversa qualquer, um momento curto. Curiosamente, são essas que ficam.
– Desejo secretamente… que algumas das estruturas que temos hoje acabem por colapsar. Não por destruição, mas porque deixaram de fazer sentido. A consciência humana já cresceu mais do que muitos dos sistemas que construímos.
– Tenho saudades… do mundo antes das notificações e dos estados online. As nossas redes sociais eram os cafés, as conversas à mesa e os encontros inesperados. A ligação era mais lenta, mas curiosamente parecia mais real.
– O medo que tive… em certos momentos da vida parecia enorme na altura. Hoje olho para trás e percebo que afinal eram apenas passos difíceis, mas necessários.
– Sinto vergonha alheia… quando vejo pessoas a esforçar-se tanto para serem iguais umas às outras. Como se a originalidade fosse um risco e a validação do grupo mais importante.
– O futuro… é uma projecção e o passado uma recordação. O único tempo real é o presente. Curiosamente, é aquele que mais ignoramos.
– Se eu encontrar… uma verdade que mude tudo, talvez pense duas vezes antes de contar. Nem todas as descobertas são imediatamente bem-vindas.
– Prometo… não levar tudo demasiado a sério. A vida já trata dessa parte sozinha. Às vezes convém lembrar que estamos apenas de passagem.
– Tenho orgulho… nas decisões difíceis que marcaram alguns momentos da minha vida. Foram fases complicadas mas foram também onde aprendi mais sobre mim.










