– Já não há paciência … para dizer «bom dia» e receber silêncio. Um bom dia ainda é grátis e, às vezes, até melhora o dia de alguém.
– Detesto… ver as pessoas de quem gosto tristes. E o egoísmo. Talvez porque ainda acredito que há espaço para todos.
– A ideia… de que a Inteligência Artificial resolve tudo sozinha assusta-me. Uso-a regularmente, mas ainda gosto de acreditar que a melhor ferramenta continua a estar entre as nossas orelhas. A IA ajuda, acelera e desbloqueia. A criatividade continua a ser nossa.
– Questiono-me se… alguma guerra alguma vez fez sentido. A vida podia ser tão simples e tão bonita se o dinheiro e o poder não complicassem tanto as coisas.
– Adoro… a minha mulher e os meus filhos. Depois, sem nenhuma ordem especial: comer, viajar, conversar e encontrar gente boa pelo caminho.
– Lembro-me tantas vezes… das minhas raízes ribatejanas. De apanhar vime com o meu avô, vê-lo fazer cestos e comer torradas na brasa com alho e azeite. E de entregar correio com o meu pai e ouvir as histórias da aldeia. Talvez tenha começado aí, sem saber, a minha aprendizagem da arte e das pessoas.
– Desejo secretamente… ter muito tempo. O suficiente para ver os meus filhos crescer, seguir os seus caminhos e continuar por perto quando precisarem de mim.
– Tenho saudades… da infância em que havia tempo para tudo: futebol nos terrenos, berlindes e Tom Sawyer à hora marcada. Não havia botão para andar para trás. Talvez por isso aproveitássemos melhor o que estava a acontecer.
– O medo que tive.. de perder alguém de quem gosto. Talvez seja apenas o preço de gostarmos verdadeiramente de alguém.
– Sinto vergonha alheia… da má educação e da falsidade. Continuo a achar que ser genuinamente boa pessoa não devia sair de moda.
– O futuro… vejo-o sempre com otimismo. Sou um romântico. Se deixarmos de acreditar que amanhã pode ser melhor, aí sim, estamos tramados.
– Se eu encontrar… um botão para abrandar o tempo, prometo partilhar. Mas primeiro vou experimentá-lo cá em casa.
– Prometo… não desistir de quem eu mais gosto. Sobretudo quando for mais fácil desistir.
– Tenho orgulho… no que faço, mas ainda mais no que a minha mulher e os meus filhos têm conseguido, sobretudo quando o caminho não é fácil e insiste em pôr obstáculos à frente. Fico feliz quando os meus estão felizes. E, claro, tenho muito orgulho em ter respondido a isto tudo sem ajuda da Inteligência Artificial!









