– Já não há paciência … para fake news, para políticos que não transmitem a mínima seriedade, para grandes empresas que de alguma forma controlam o sistema e põem o dinheiro acima da ética, sem qualquer tipo de vergonha.
– Detesto… guerras e detesto quando alguém é injusto ou desagradável sem motivo aparente. Fico revoltada e muitas vezes reajo, mas depois lembro-me que para além de enviar amor ou orar pelos nossos, devemos também fazê-lo por essas pessoas.
– A ideia… da partilha de conhecimento e da sabedoria que vamos adquirindo ao longo da vida faz todo o sentido para mim. Para quê guardarmos para nós algo tão bom? Merece ser partilhado.
– Questiono-me se… o sistema escolar atual faz sentido. Penso que as crianças já têm uma curiosidade inata e se fosse bem explorada e com mais liberdade talvez houvesse mais génios. Importante reforçar – “génios bons”. Porque acredito que todas as pessoas têm isso dentro de si. Com educação e estímulo certo, valorizando sempre o interior.
– Adoro… sorrisos, pessoas que sorriem umas para as outras e dizem bom dia. São coisas tão simples e têm um enorme poder transformador.
– Lembro-me tantas vezes… de quando era pequenina e queria uma guitarra elétrica, um computador ou um telemóvel e tornava isso possível. Pegava numa cartolina e cortava no formato que queria. No caso da guitarra elétrica, as cordas eram feitas de linhas de lã. Como devem calcular não tocava nada mas era o suficiente para imaginar um grande concerto na minha cabeça.
– Desejo secretamente… que as pessoas se deixem de comparar e que a obsessão com a imagem pare. Já me sinto cansada dessa padronização. Deixo a tradução de uma citação de Al-Ghazali: “Que tragédia: o corpo que vai apodrecer é paparicado, e a alma que vive para sempre é negligenciada.”
– Tenho saudades… de tempos que não vivi. Sou da opinião que hoje ainda se faz música boa mas confesso que tenho saudades dos concertos dos Dire Straits, The Doors e outros que nunca experienciei ao vivo. Acredito que nessa situação nem conseguiria dormir de êxtase.
– O medo que tive… da música “Ameno” dos ERA, quando era pequena, desapareceu e tornou-se numa das minhas músicas preferidas. A vida tem destas ironias.
– Sinto vergonha alheia… quando alguém é desagradável e usa a deixa do “sou muito frontal”. Às vezes o silêncio é o melhor que podemos fazer. Por nós e pelos outros.
– O futuro… , por mais incerto que pareça e, por vezes, assustador, anima-me porque tenho fé na humanidade e acredito que existem sempre mais pessoas boas do que más. Vou-me relembrando disso quando a esperança diminui.
– Se eu encontrar… uma anedota engraçada, provavelmente vou contá-la a toda a gente até me esquecer dela.
– Prometo… tentar nunca deixar de acreditar no Amor. Amor universal e não deixar que a vida e as suas circunstâncias me amarguem.
– Tenho orgulho… da minha família e da educação que os meus pais me deram a mim e à minha irmã. Tenho muito orgulho no “um por todos e todos por um”, esse lema que nos ensinaram e prevalece sempre.













