No início, o Pátio do Barão parecia demasiado longe do epicentro da noite de Leiria. Os clientes não se desviavam do Terreiro para o novo bar, enfiado entre a Rua Barão de Viamonte (a Rua Direita) e a Rua da Beneficiência. Uma ideia, provavelmente, salvou o negócio: cerveja a 20 escudos quando tocava a canção da tuna sobre beber até cair. O espaço tornou-se um refúgio para os estudantes do ensino superior (que ainda é) e nesta segunda-feira, dia 16, cumprem-se 30 anos desde o primeiro copo, com o rosto de sempre ao balcão: o Rocha. A festa acontece no sábado, 21 de Janeiro.
Em 1993, “o Terreiro estava no auge”, lembra António Rocha. “Uma tentação”. Os Filipes, Estrebaria, Vicentes, Seca Meca e, muito perto, o Santo Estêvão e o Amadeus. O Pátio do Barão entrou definitivamente no roteiro à boleia da promoção dos 20 escudos, que acabou com a carta baseada em cocktails. “Tive de me adaptar”. E havia milhares de motivos para se adaptar: gente “de todo o lado”, além dos estudantes. “A noite de Leiria era falada em toda a parte, até em Lisboa”.
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