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Home Opinião

Património urbano

Se no século XIX eram pouquíssimas as vozes que se erguiam para defender as antigas morfologias urbanas contra os projetos modernizadores, higienistas, que rasgaram os antigos centros e os descaracterizavam, hoje tal comportamento é inaceitável.

Micael Sousa, investigador e formador de Serious Games e Gamificação Micael Sousa, investigador e formador de Serious Games e Gamificação
17 de Junho de 2017
em Opinião
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Micael Sousa, investigador e formador de Serious Games e Gamificação
Micael Sousa, investigador e formador de Serious Games e Gamificação17 de Junho de 2017

Quase todas as cidades passaram por estes processos de modernização, tendo sido mais intensos nos centros de maior dinamismo e desenvolvimento económico e social.

Por vezes era a própria existência de um monumento que justificava as demolições do que se considerava como “poluição” construtiva menor.

Foram vários os tecidos urbanos destruídos para deixar “respirar” catedrais, castelos, palácios e outros monumentos patrimoniais clássicos.

Mas por volta de meados do século XX os tecidos urbanos passaram a ser assumidos como património por si, zonas em que o conjunto valia mais que os edifícios isolados.

Aos conjuntos urbanos juntaram-se os elementos humanos. O património urbano passou a integrar as comunidades humanas e as suas atividades associadas ao território do património construído.

O património material conjugou-se com o imaterial.Há que lembrar que uma das principais características que definem as cidades são as suas atividades.

Um conjunto de edifícios sem habitantes, sem atividades produtivas, culturais, de consumo, lazer, não é uma cidade.

Uma cidade que não tem vida, que não muda com o tempo também não é cidade.

Uma cidade estática é uma cidade morta, é uma ruína ou no melhor dos casos um museu ou parque de diversões.

Então gera-se um dilema.

* Engenheiro Civil/Mestre em Energia em Ambiente

Texto escrito de acordo com a nova ortografia

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Tópicos: micael sousaopinião
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