PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Viver

Pombal, Mealhada e Coimbra mandam na longevidade das discotecas do Centro

"Inventei o nome para parecer bonito e fácil de divulgar. A coisa pegou: era o palácio do último grito, Palace Kiay", afirma, com orgulho, o proprietário.

Redacção Redacção
21 de Janeiro de 2019
em Viver
Pombal, Mealhada e Coimbra mandam na longevidade das discotecas do Centro
Share on FacebookShare on Twitter

Das dezenas de discotecas que existiam nos anos 1980 na região Centro, são poucas as que hoje mantêm um funcionamento regular e que continuam a atrair clientes nacionais e estrangeiros.

Em Meirinhas, a cerca de 12 quilómetros de Pombal, situa-se um caso de longevidade quase ímpar no "campeonato" das discotecas que mantêm as portas abertas: a Palace Kiay vai a caminho dos 37 anos de existência e os proprietários – Jorge Duarte (na foto) e a mulher, Lara Prince – apontam a persistência, a perseverança, o gosto pela gestão daquele espaço de diversão e o investimento constante na inovação como segredos para manter a discoteca em funcionamento.

"Não tinha experiência nenhuma em discotecas. Só como frequentador", recorda à agência Lusa Jorge Duarte, que se lançou no ramo com 22 anos. Ainda hoje, com 58, quando a festa termina, é ele que habitualmente fecha a porta da Kiay.

"Estar presente é muito importante: o que faz uma casa é ter os donos presentes. A não ser que seja um McDonalds, mas mesmo assim é preciso umas vistorias de vez em quando", diz o proprietário, com o pragmatismo de mais de três décadas de gestão.

A localização da Palace Kiay – construída de raiz, por Jorge Duarte, em 1982, num terreno contíguo ao restaurante do pai, junto à antiga Estrada Nacional 1, hoje IC2 – também beneficiou o negócio.

"Quando arrancámos, a discoteca era muito boa: moderna, com tecnologia à frente para a época e espaço inovador. Mas ajudou que a estrada nacional fosse a única ligação entre Lisboa e Porto. Toda a gente tinha de passar aqui à frente. Pode parecer que não, mas é uma mais-valia", assinala.

Desenhada a partir do zero pelo próprio Jorge Duarte – "aparentemente correu bem", argumenta – ganhou fama e ainda hoje chega longe o nome da Palace Kiay. A designação é a conjugação de duas ideias: palácio, "porque na época privilegiava-se muito o luxo nas discotecas", e Kiay, uma adaptação do proprietário a partir do nome de uma discoteca de Paris, "Kai", que tinha como tema artes marciais e significava "último grito".

"Inventei o nome para parecer bonito e fácil de divulgar. A coisa pegou: era o palácio do último grito, Palace Kiay", afirma, com orgulho, o proprietário.

Também em França, a Palace Kiay é conhecida: implantada em Pombal, zona de forte emigração, apostou sempre na promoção em Paris e, até hoje, a discoteca abre todos os dias nos meses de Agosto, com DJ e música francesa, a pensar na comunidade emigrante que faz férias em Portugal.

Comparando com o que se passava há 30 anos, nos dias de hoje muita coisa mudou na diversão nocturna: se nos primeiros tempos, o mesmo DJ estava de serviço três ou quatro anos e os clientes "iam pelo espaço", actualmente Jorge Duarte diz que é preciso pensar num conceito e em convidados diferentes todas as semanas, porque "há muita oferta e o cliente não fideliza", mesmo que se para saborear a nostalgia dos primeiros tempos, a Palace Kiay promova, duas a três vezes por ano, a festa K80.

Com um escorrega famoso que desce do último andar à entrada, quatro espaços distintos e capacidade para cerca de duas mil pessoas, a discoteca de Meirinhas caracteriza-se por ser intergeracional.

"A nossa clientela envolve já pais e filhos e, um dia destes, netos. É um ambiente diferente e isso é que a torna especial", explica Jorge Duarte.

Mais a norte, junto à mesma estrada nacional 1, na Mealhada, a Três Pinheiros é contemporânea da Palace Kyay (abriu dois anos antes, em 1980) e outro exemplo de longevidade, tendo precisado  [LER_MAIS] de pouco tempo para se transformar numa das maiores discotecas da região, atraindo jovens e menos jovens para uma experiência que incluía banhos de piscina e estadias no motel, com sandes de leitão e espumante da Bairrada.

"No auge dos anos 80 tínhamos três salas a funcionar, sempre cheias. Três mil pessoas lá dentro e filas de gente cá fora, a querer entrar", relembra Cláudio Pires, 50 anos, proprietário e DJ ocasional, 38 anos ligado à Três Pinheiros, uma vida.

Nos dias de hoje, a discoteca da Mealhada continua a funcionar, duas noites por semana. Adaptou-se aos tempos, mudou a música ("som da frente" às sextas, revivalismo ao sábado), passou a receber eventos corporativos, festas privadas, uma sala aberta em permanência, duas que abrem conforme as necessidades.

As filas à porta são agora pequenas ou inexistentes, mas a casa aguenta-se: "Temos clientes fiéis, gente que vem de muito longe. A discoteca é uma instituição", enfatiza Cláudio Pires.

Em Coimbra, na zona da Pedrulha, e também com vista para o IC2, resiste "mais como danceteria do que como discoteca" e com uma clientela "bastante mais velha" a Broadway, cuja origem, em 1987, derivou de uma disputa legal entre a empresa de som Furacão e o Fisco, contou à Lusa o antigo sócio gerente Mário Oliveira.

Na transição para o modelo de tributação do IVA, criado um ano antes, a autoridade tributária exigia "80 mil contos [a preços de hoje seriam 1,2 milhões de euros] em impostos" à firma e os responsáveis desta, perante a ameaça de encerramento, optaram, ao invés, por utilizar o material que a Furacão tinha e a experiência em montar discotecas para avançar com um novo espaço em Coimbra, em parceria com a Três Pinheiros, cliente regular daquela empresa de som.

O arranque quis vincar a diversidade da Broadway, com a abertura feita ao som de Tony de Matos e a segunda noite com Lena d'Água: "Ali, a água misturava-se com o azeite", recorda Mário Oliveira, salientando que a noite estava desenhada para agradar a gregos e troianos.

O espaço possuía uma orquestra própria, com dez músicos e dois cantores, que tocavam no início de cada noite "rumbas, pasodobles e chachachás". De seguida, entrava o DJ ou um espectáculo (passaram pela Broadway nomes como Rão Kyao, Amália Rodrigues, Herman José ou os Afonsinhos do Condado), seguia-se "meia hora para os slows", saiam os clientes mais velhos e entravam os mais novos. E o resto da noite decorria "até às 04:00 ou 05:00", ao som de música electrónica.

Se ao fim-de-semana a clientela incluía professores e médicos e enfermeiros dos hospitais de Coimbra, às quintas-feiras faziam sucesso os convívios para estudantes, com uma camioneta que andava "sem parar da meia noite até de manhã a acartar gente" da Praça da República para a Pedrulha.

"Era uma sala de espectáculos, um baile dos bombeiros e uma discoteca. Tudo num único espaço", resume Mário Oliveira, que já saiu da gerência do espaço há quase 20 anos.

Agência Lusa/Jornal de Leiria

Tópicos: culturadiscotecasmeirinhasmúsicapalace kiaysociedade
PartilharTweet

Mais informação

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal
Sociedade

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
As primeiras seis viaturas já foram entregues a igual número de corpos de bombeiros da região de Leiria
Sociedade

Região de Leiria aprova concurso para comprar seis viaturas e entregar a bombeiros

27 de Outubro de 2026
Mau tempo: Leiria com despesa extraordinária de 9,3 ME na recolha de resíduos
Sociedade

Mau tempo: Leiria com despesa extraordinária de 9,3 ME na recolha de resíduos

27 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Texas, muito mais do que um bar em Leiria

Texas, muito mais do que um bar em Leiria

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

MAIS VISTOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?