“Sinto-me segura na insegurança”. É este, para já, o sentimento de Raquel Madeira, natural de Pombal, que vive há seis anos e meio em Doha, capital do Qatar, onde, desde sábado, têm sido registadas explosões na sequência de misseis e drones lançados pelo Irão, que têm como alvo principal a Base Aérea de Al-Udeid, a maior instalação militar norte-americana na região do Médio Oriente.
Raquel Madeira conta que, no sábado, quando começaram os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, o sistema de alerta do Catar enviou, através de aplicações de telemóvel, alertas de perigo, sem especificar a ameaça. Mas, face ao agravar de tensão entre os dois blocos, deduziu o que estava em causa. “Já se especulava que o ataque podia ocorrer. O que não esperava era que o Catar pudesse ser afectado”, diz a personal trainer, que prossegue o relato: “Pouco depois do alerta, ouvimos bombardeamos” e sentiu-se as casas “a tremer todas”.
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