A população de Amor, no concelho de Leiria, reivindica contrapartidas para a freguesia pela instalação de uma central de biometano, que irá tratar e valorizar efluentes agro-pecuários. A exigência foi expressa numa sessão de esclarecimento, realizada na semana passada, onde vários moradores manifestaram preocupação pelos eventuais impactos da unidade, receando que possa gerar maus cheiros e que aumente a circulação de camiões dentro das povoações.
Em resposta, os responsáveis da Génia Bioenergy, empresa espanhola que, em parceria com a Repsol, vai investir cerca de 35 milhões de euros na unidade, asseguraram que a tecnologia a adoptar “já está testada e validada” e “inibe a existência de odores”. “É uma garantia absoluta: a unidade não produz cheiros”, garantiu Amândio Santos, coordenador da empresa em Portugal, frisando que o despejo dos efluentes na unidade acontecerá num pavilhão “hermeticamente fechado”.
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