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Home Depressão Kristin

Prejuízos na indústria vidreira ascendem a milhões de euros

Além dos custos da reconstrução das fábricas danificadas há a somar o valor das exportações que se vão perder

Redacção/Agência Lusa Redacção/Agência Lusa
2 de Fevereiro de 2026
em Depressão Kristin
Prejuízos na indústria vidreira ascendem a milhões de euros

(Foto: DR)

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A Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem quantificou esta segunda-feira, 02 de Fevereiro, em milhões de euros os prejuízos para o sector, entre os custos da reconstrução das fábricas danificadas e a soma das exportações perdidas devido à depressão Kristin.

“Os prejuízos vão ser de milhões”, disse à agência Lusa o presidente da Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem (AIVE), Tiago Moreira da Silva, considerando “o estado em que estão as fábricas na Marinha Grande, e mesmo na Figueira da Foz”, e sustentando que “todos os actores desta indústria na região estão bastante danificados”.

De acordo com este responsável, em causa estão os custos da reconstrução “das infra-estruturas, principalmente a infra-estrutura de cobertura, a infra-estrutura de filtros, a infra-estrutura de armazéns”, mas, também, “as exportações perdidas”.

Das três empresas associadas da AIVE (BA Glass, Vidrala e Verallia Portugal), o director da Vidrala, Carlos Barranha, exemplificou com a situação das duas unidades de produção na Marinha Grande, que normalmente produzem entre oito e 10 milhões de garrafas por dia, e que a depressão obrigou a “quatro dias de paragem total”.

Seis fornos e 23 linhas de produção que representam quase 1.000 postos de trabalho directos, e fabricam aproximadamente 2.400 toneladas de vidro por dia, estão agora “em fase de restabelecimento progressivo da capacidade produtiva”, numa altura em se desconhecem “os custos de reparação e reposição dessas instalações”.

“Apesar do impacto nos nossos armazéns, onde temos milhares de toneladas de stock, temos sido capazes de manter os nossos clientes abastecidos sem atrasos relevantes”, afirmou Carlos Barranha, acrescentando que a empresa tem “feito os possíveis para ajudar as pessoas, distribuindo gratuitamente gasóleo para as viaturas dos colaboradores, garrafões de água, fruta fresca, as três principais refeições do dia servidas nas cantinas e acesso das famílias aos balneários das fábricas”.

Quer este empresário, quer Tiago Moreira da Silva, CEO da BA Glass, outra das associadas da AIVE, elogiam o empenho dos trabalhadores da indústria vidreira e de “todos os portugueses que vieram para ajudar a reconstruir”.

Mas para o presidente da AIVE o importante agora é que o pacote de apoios anunciados pelo Governo “se materialize de uma forma rápida e eficaz”, dado os prejuízos do sector onde, ainda assim, os postos de trabalho não estarão em perigo se as empresas voltarem rapidamente a laborar.

“O risco da nossa indústria agora está um bocado posto de lado”, já que “o grande problema é ficar sem energia eléctrica durante muito tempo”.
Se assim for, a perda de negócio e a perda da economia poderia levar, de facto, a lay-offs ou a despedimentos, porque não se consegue recuperar”.

À Lusa, Tiago Moreira da Silva disse ainda que é preciso “tirar ensinamentos deste evento”.

“Os meios de comunicação entre autoridades têm de ser, mais uma vez, testados, ensaiados e funcionais”, disse, criticando a demora “na reacção e a coordenação após a passagem de depressão”.

Também “a comunicação de E-Redes tem de ser mais transparente”, sustentou, considerando quem “nestas ocasiões, não se pode ser vago sobre o que é que se está a fazer” quando, dado os impactos de corte de energia muito longos em indústrias como as do vidro.

Tópicos: coberturadanosequipamentosexportaçõesfábricasindústriainstalaçõesjornal de leiriaKristinLeiriaprejuízostempestadevidreiravidro
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