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Home Economia

Primeiro-Ministro prometeu em Leiria mais atenção das políticas públicas para o sector automóvel

António Costa presidiu no IPL à apresentação de um estudo do cluster Mobinov.

Redacção Redacção
15 de Janeiro de 2018
em Economia
Primeiro-Ministro prometeu em Leiria mais atenção das políticas públicas para o sector automóvel
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O primeiro-ministro, António Costa, reconheceu hoje, em Leiria, a necessidade de uma "maior atenção" das políticas públicas para o sector automóvel, pela capacidade de este gerar cadeia de valor, emprego qualificado e de contribuir para as exportações.

"O cluster automóvel é fundamental para o futuro da economia portuguesa", pelo que "tem que ter a maior atenção por parte das políticas públicas", defendeu o primeiro-ministro na sessão de apresentação do estudo sobre a relevância e tendências de futuro da indústria automóvel.

A este propósito, António Costa destacou a diversidade do sector pela "capacidade que tem de gerar emprego qualificado, de dinamizar o número de sectores económicos, de contribuir para o aumento das exportações e por ser um incentivo importante para o desenvolvimento da capacidade de inovação, desenvolvimento e conhecimento em Portugal".

Constatando que se trata de uma área que "carece de investimento", o governante defendeu que "a primeira política pública que é essencial casar com o sector" é a que se destina a "criar boas condições para o investimento".

Uma das condições "passa por manter uma boa estabilidade dos equilíbrios macroeconómicos, para que o conjunto das condições de financiamento possam continuar a melhorar" se venha a repercutir "nas condições de financiamento do conjunto da economia", sublinhou.

Para o chefe do executivo, a "mais-valia deste sector" é, em primeiro lugar, "a capacidade de gerar cadeia de valor e proceder à integração dessa cadeia", exemplificando com o "aumento da produção das componentes", que "tem sido mais significativo que os próprios números de veículos produzidos em Portugal".

O primeiro-ministro adiantou que esta realidade evidencia que esta indústria "não está só a produzir para os construtores que constroem em Portugal, mas está também crescentemente a produzir para construtores que estão fora", apontando os desafios.

"A automação e a robótica vão introduzir desafios importantes no mercado de trabalho. Seguramente que os novos paradigmas de mobilidade vão alterar e desafiar a forma como a indústria se organiza e não é por acaso que um grande construtor internacional veio abrir em Portugal um centro de desenvolvimento da fileira dos serviços", acrescentou António Costa.

O chefe do executivo afirmou que alguns dos "grandes desafios" são dirigidos "à produção de conhecimento, perante as exigências da pegada ecológica, à melhoria dos níveis de segurança e da conectividade" e apelam "ao esforço de investigação e desenvolvimento".

Estes desafios "não são para enfrentar com receio", mas para haver consciência deles "para superar esses desafios".

Revelando que Portugal tem que começar a olhar para 2030, António Costa afirmou que a estratégia já começou a ser discutida, defendendo um plano que assenta em dois "eixos fundamentais, a aposta na inovação e na qualificação dos recursos humanos".

Outras políticas públicas que destacou foram ao nível das infraestruturas de Portugal, que precisam de ser "reforçadas" para o país "poder ser mais competitivo no mercado externo e mais coeso mercado interno".

Costa apontou, a este respeito, a "execução dos dois corredores ferroviários de ligação à Europa", o corredor que liga Aveiro a Vilar Formoso e o corredor sul, de Sines ao Caia.

António Costa destacou também a importância doutros troços ferroviários, como a ligação à Galiza, "tendo em conta a importância muito significativa desse corredor para alimentar a indústria automóvel aí sedeada", assim como a vertente portuária, "onde os investimentos, quer em Sines, quer em Leixões, quer em Lisboa são capitais para poder assegurar a boa internacionalização deste sector de actividade."

Tópicos: António Costaclusterindústria automóvelmobinovprimeiro-ministro
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