A manhã já vai a meio. Nas bancas ocupadas do mercado de Porto de Mós, que “vão sendo cada vez menos”, os clientes vão procurando os produtos mais frescos, indiferentes à humidade que se acumula nos pilares e nas paredes, onde a pintura vai caindo, ou aos fios que se acumulam à vista de todos.
“Já estamos habituados. Não é o melhor mercado do mundo, mas gosto de vir, porque aqui encontro produtos saborosos”, diz Emília Santos, de 67 anos, cliente “há muitos anos”. “As condições não são as melhores, mas já estamos habituados”, diz, conformada, Fátima Rino, que vende produtos hortícolas, juntamente com a irmã, dando continuidade ao negócio do pai.
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