Na escola ninguém estranha quando o chamam pelo nome de rapaz ou quando entra na casa-de-banho masculina. Mas, nos documentos oficiais ainda figura o nome de rapariga que lhe deram à nascença. Tem 15 anos e nunca se sentiu uma menina. A mãe confessa que sempre teve um rapaz.
Mário (nome fictício) nasceu num corpo de rapariga com o qual nunca se identificou. Assim que começou a ter idade para dizer o que queria vestir que recusava vestidos. “Nunca lhe vesti nada cor-de-rosa. E a única vez que foi para a escola com um vestido a professora pediu-me para nunca mais o voltar a fazer”, revela a mãe, que também prefere o anonimato por Leiria “ainda ser uma cidade muito conservadora”.
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