PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Quero voltar a pensar na morte sem que isso me incomode a vida

Resumindo, ter de me comportar como uma sexagenária, agora todos os dias, e já não poder pôr essa máscara apenas no carnaval é, de facto, para mim muito cansativo.

Amélia do Vale, professora Amélia do Vale, professora
29 de Fevereiro de 2020
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Amélia do Vale, professora
Amélia do Vale, professora29 de Fevereiro de 2020

Ufa, ser velho dá muito trabalho!

Não sei se aos outros acontece o mesmo, mas a mim os anos que vou fazendo obrigam-me a um esforço diário para que o encaixe da minha mente (que teima em não se achar velha) com a “antiguidade” do meu corpo (que eu e ainda mais os outros observam) aconteça dentro de mim de uma forma serena, equilibrada e não convulsiva.

E depois, depois ainda há aquele esforço de ter de viver cada dia como se fosse o último da minha existência e perceber que em tal feito eu sou de uma incompetência atroz!

Resumindo, ter de me comportar como uma sexagenária, agora todos os dias, e já não poder pôr essa máscara apenas no carnaval é, de facto, para mim muito cansativo.

Em busca desse equilíbrio e sem o respetivo labor temo, mais do que a morte, ser assolada pela tristeza de uma qualquer depressão que me impediria de deixar de ver e de me deleitar com o bom e o belo que a Natureza, viva ou inerte, me tem proporcionado e me faz tão feliz!

A este propósito confesso que as últimas semanas me têm dado muito trabalho.

Os motivos? Os discursos sobre a morte, feitos à volta da legalização da prática da eutanásia em Portugal e da infeção pelo COVID-19, andarem sempre associados ao sofrimento atroz e aos velhos.

Ora, ando eu aqui a tentar pôr em prática um pensamento que dizem ser de Confúcio – para quê preocuparmo-nos com a morte?

A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro – para que do lado de fora, ao colarem a morte de alguém sempre associada a um sofrimento sem remédio, me obriguem a preocupar-me mais do que com a vida, com a morte e tudo isto, só por ser velha!

E claro, ao ser todos os dias bombardeada como o teor de tais afirmações, tem-me dado muito trabalho equilibrar a coabitação da minha jovem e leviana mente com o meu corpo tão sensato, consciente dos anos que carrega.

Ainda bem que foram os parlamentares a ter de decidir se, sim ou não, tal passaria a ser legal, uma vez que eu andava, feita uma barata tonta, cheiinha de dúvidas.

Se por um lado, egoisticamente, quero ter para mim a possibilidade de pedir a alguém para me ajudar a morrer, sem prolongar o meu sofrimento inútil, temo que, no futuro, a progressiva desumanização das relações familiares possa levar pessoas com doenças terminais ou crónicas a sentirem-se um estorvo na vida dos seus e que seja esse o motivo que os leve a pedir a eutanásia.

Temo que a ciência, a que é paga por privados, continue insensível perante a dor dos descartáveis para o negócio.

Temo, como Nietzsche afirmou, que se julgue que é a necessidade que cria a coisa, quando é a coisa que, na maior parte das vezes, cria a necessidade.

Ora, com tantos temores, chegam-me as inseguranças e daí imaginem o trabalho que ando a ter.

Quero voltar a pensar na morte sem que isso me incomode a vida.

Tarefa árdua? Pois é, mas o que querem? Eu já me habituei a que ser velho dá muito trabalho!

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

 

 

Tópicos: Amélia do Valeopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Coisa Nossa: o arroz de marisco do Coelho

Coisa Nossa: o arroz de marisco do Coelho

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?