PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Desporto

Raquetes de cortiça conquistaram o mundo do padel a partir dos arredores de Fátima

Miguel Sampaio Miguel Sampaio
02/07/18 12:07
em Desporto
Raquetes de cortiça conquistaram o mundo do padel a partir dos arredores de Fátima
Share on FacebookShare on Twitter

Paramos o carro, perdidos nas estreitas ruas da Loureira, pequena aldeia colada a Fátima, mas pertencente à freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria. As cabras vêm em nossa direcção e ao longe ouve-se um galo a cantar. Vamos à procura de Nicolau Silva, mas não se vê vivalma.

Não conseguimos fazer a ligação, mas, passados uns segundos, ele liga-nos. Dificilmente poderíamos imaginar que, afinal, estávamos mesmo à porta da Cork Padel, uma empresa criada há quatro meses que veio revoluciona uma modalidade em franca expansão no País e no mundo.

Entramos. A cadela Menina salta-nos para as pernas. E se por fora parece uma pequena garagem de um edifício familiar, quando passamos a porta constatamos que é, afinal, muito mais do que isso.

Lá dentro estão várias máquinas, rolos de cortiça e das mais variadas fibras, recipientes com resinas e muitas, mas mesmo muitas raquetes. Desenvoltos, dois jovens trabalham, atentos às indicações do patrão.

Nicolau está quase a completar 38 anos. Ele é o criador, fundador e sócio da primeira produtora de raquetes de padel do País, ainda para mais utilizando cortiça 100% portuguesa. Começou na modalidade há coisa de uma década, no Clube da Escola de Ténis de Leiria, e rapidamente se tornou num jogador de nível.

Depressa sentiu, contudo, um “problema crítico”. Batia “forte” na bola, de tal maneira que, mais ou menos de 15 em 15 dias, partia uma raquete. Tendo em conta que o apetrecho, para o nível a que jogava, já custava para lá dos 200 euros, a brincadeira estava a sair-lhe cara.

Sempre foi prendado com as mãos, meio engenhocas, e por isso começou por arranjar as próprias raquetes. Os amigos começaram a pedir que lhes fizesse o mesmo. “Aquilo funcionava muito bem”, recorda.

“Até que decidi fazer uma para mim, personalizada, e veio-me à cabeça a cortiça, por ser um material com boa elasticidade, uma estética diferente, um bom acabamento e dissimula as vibrações, que é um problema do padel e pode levar a tendinites.”

Foram dias, meses e anos de pesquisas, à procura da solução perfeita. Chegou lá por “tentativa e erro”“Só para ter uma ideia, fiz cerca de 500 protótipos, em testes, até chegar àquilo que pretendia. Acertar na matéria-prima foi muito complicado”, admite Nicolau.

“Depois, comecei a jogar com as minhas raquetes, a obter bons resultados, cheguei a ser campeão nacional de segunda categoria (existem quatro) até ganhei uns torneios internacionais com a Susana Feitor Dias.”

As pessoas começaram a “achar piada ao facto de ser de cortiça” e à diferença estética daí advinda. E se pela imagem o impacto era forte, quando começaram a perceber os métodos “únicos” utilizados na construção das raquetes, ficaram de boca-aberta, mas depressa a fecharam.

“Fui técnico de próteses dentárias durante quase vinte anos e todos estes conhecimentos vieram da minha profissão. Encaixei a técnica de fazer os moldes das próteses dentárias nas raquetes. Basicamente, todo o processo é feito por mim, todo ele artesanal. Só tenho uma máquina, para fazer a furação. De resto, é todo manual.”

Nicolau está entusiasmado com as possibilidades do negócio. De tal forma que há um ano deixou as dentaduras para se dedicar em exclusivo às raquetes. A família deixou-o “à-vontade” para tomar esta decisão.

“Sabem que sou habilidoso, que tenho paciência e que andava há muito tempo nisto. Se formos a ver, em termos financeiros, é um investimento de 50 mil euros que ainda não teve qualquer retorno. Estas raquetes duram bastante. Algumas estão em teste há ano e meio e ainda não partiram. A Mercedes ia indo à falência com essa história. Os carros andavam muito e não davam problemas.”

Made in Portugal

Uma raquete demora oito horas a ser produzida, toda ela de forma manual.  [LER_MAIS] A Cork Padel apresenta três modelos patenteados – brevemente surgirá um quarto – com os preços a oscilarem entre os 230 e os 270 euros.

“É o problema de serem feitas em Portugal. Estão a esse preço, mas a margem é curta. Tenho dois rapazes há quatro meses, estão a ser formados. A única forma de reduzir custos é mandar vir grandes quantidades, porque o material é muito caro.”

Depois de a matéria-prima chegar em rolos, corta-se a cortiça e as fibras, como o kevlar e o carbono, sendo depois colocadas no molde e impregnados de resinas. O molde é fechado e colocado numa estufa com ar comprimido, para ganhar o formato da raquete, que depois será furada.

Posteriormente recebe os acabamentos, como as bandas laterais e o escudo, é envernizado e é feita a montagem final. “É tudo feito à mão e, além do exterior, a raquete tem, internamente, uma estrutura em cortiça para reduzir as vibrações”, reforça Nicolau.

Os três modelos – pro, light e premium – estão espalhados pelo Pais, inclusivamente por “pessoas conhecidas”, para aferirem da qualidade e durabilidade do produto. No entanto, “o objectivo é internacionalizar”, porque o mercado português “é muito pequeno e tem um problema: o que vem de fora é que é bom”.

Contando com a ajuda do sócio Pedro Plantier, uma figura incontornável da modalidade no País, proprietário de academias na Grande Lisboa, o projecto tem tudo para correr bem. O site da Cork Padel estará pronto entretanto e os interessados vão poder optar por várias especificações, como a colocação a laser de um logotipo ou do nome, por exemplo.

Nicolau espera que a produção anual chegue às mil, sem, jamais, perder o cunho artesanal. Para tal, gostava de mudar a fábrica para outro local, mantendo o actual espaço para funcionar como laboratório, onde possa fazer as suas experiências. “E depois, mais tarde, ter mais do que raquetes: roupas, sapatilhas, acessórios… Produtos portugueses e de qualidade. As pessoas cada vez mais optam pela qualidade.”

Tópicos: corkpadelcortiçanicolausilvapadel

RELACIONADOS

Começa hoje o evento que ambiciona ser um “mini Estoril Open” de padel em Leiria
Desporto

Começa hoje o evento que ambiciona ser um “mini Estoril Open” de padel em Leiria

Abril 30, 2026
CD Fátima celebra 60 anos de história com vontade de renovar a direcção
Desporto

CD Fátima celebra 60 anos de história com vontade de renovar a direcção

Março 9, 2026
Leiria Master Padel regressa em 2026
Desporto

Leiria Master Padel regressa em 2026

Janeiro 1, 2026
Próxima publicação
Queixinhas, parte número dois: os professores

Queixinhas, parte número dois: os professores

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?