PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Reavivar o espanto

Todos nós herdámos e fomos incorporando no nosso reportório de experiências estórias que assumiram um papel fundamental na definição do nosso papel enquanto indivíduos, transmitidas por familiares, vizinhos e amigos.

Paulo José Costa, psicólogo clínico Paulo José Costa, psicólogo clínico
3 de Julho de 2020
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Paulo José Costa, psicólogo clínico3 de Julho de 2020

Os mitos, as fábulas e os contos, originalmente fundados na tradição oral, permitiam que os adultos e os idosos comunicassem com as crianças num processo ininterrupto, ao longo do seu crescimento, muitas vezes de forma repetida.

Estes legados da sabedoria intergeracional foram instituídos em todos os lugares do mundo e em todas as eras, com a simples e nobre função de educar, entreter e aumentar a conscientização sobre os valores, a moralidade e os costumes, representando uma importante parcela do património cultural e tradicional, reforçando a tolerância e estreitando o conhecimento mútuo entre diferentes gerações.

E isso implicava o contacto directo, presencial, face-a-face, usando também o espectro dos sentidos – escutar, olhar, sentir, tocar, cheirar e reaprender, de modo a colher a essência e os sincretismos da narrativa.

Mesmo sem intencionalidade ou imposição, por via de momentos inusitados de convivialidade, a germinação cultural era um ingrediente oculto e crucial para a aprendizagem.

Todos nós herdámos e fomos incorporando no nosso reportório de experiências estórias que assumiram um papel fundamental na definição do nosso papel enquanto indivíduos, transmitidas por familiares, vizinhos e amigos. E que influenciaram a nossa capacidade de captar o mundo e os seus eventos, o modo de interpretar a realidade e os comportamentos dos outros.

Mas essas estórias sempre tiveram um emissor, cujo papel ou função determinou o significado apreendido e o impacto dessa experiência em nós.

Refiro-me à comoção que a narrativa em nós exaltou, para além da sua componente didáctica ou do conteúdo e moralidade. A dimensão relacional e o domínio da expressão afectiva implícitas no momento.

Há uma componente metalinguística nessas experiências. Algo que toca lugares do corpo e da alma, que são do domínio da subjectividade.

As estórias compensam o que nos faz falta, apresentando padrões positivos de comportamento e modelos construtivos, através das personagens com que nos poderemos identificar ou refutar.

O vazio é preenchido pelo gesto do narrador usando as múltiplas mensagens que aí se alojam.

Tornam-se instrumentos para mapear a realidade.

A crise que enfrentamos não é apenas sanitária, económica, financeira ou política. É muito mais.

É um rombo irreversível na dimensão psicológica, social, educacional, cultural e ética, gerando angústias devido à percepção enviesada de uma existência precária, que em todos nós ocorre, atolados que estamos no entorno cibernético, onde prolifera paradoxalmente o crescente individualismo e insensibilidade à dinâmica da instrução tradicional, tudo isso mascarado pelo carácter da universalidade e da protecção sanitária.

Apesar do sistema educacional estar a lidar com numerosas exigências, a família, a escola e a comunidade, por via dos seus recursos relacionais de ensino-aprendizagem, ainda representam o palco primordial para potenciar o desenvolvimento holístico de cada um.

Mesmo com uma máscara a servir de cortina, podemos recorrer às estórias (lidas ou contadas), para continuar a influenciar as crianças através dos mecanismos do envolvimento, imitação, identificação e deslumbramento, combatendo a sua vaticinada inaptidão social. Ignorando o caos do futuro, já Eça de Queiroz afirmava que «contar histórias é uma das mais belas ocupações humanas: todas as outras tendem mais ou menos a explorar o homem; só essa se dedica a entretê-lo, o que tantas vezes equivale a consolá-lo».

Tópicos: opiniãoPaulo José Costa
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação

A maioria

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?