Diz, entre risos, que o flamenco lhe está no sangue. Ou não tivesse nascido na Andaluzia, berço desta que é uma das danças mais características de Espanha. Reme Rodriguez tinha apenas três anos quando a mãe a levou, pela primeira vez, a uma escola de sevilhanas, “o mais básico quando se começa a dançar”. Foi amor imediato. Nunca mais se desligou da dança, primeiro como bailarina e, mais tarde, como professora. Actualmente, dirige a Academia de Dança Reme Rodriguez, em Fátima, para onde se mudou em 2008, também por amor.
Com oito anos, entrou para o conservatório, fazendo depois todo o seu percurso lectivo, incluindo a licenciatura em dança clássica espanhola e flamenco, com o objectivo de seguir a via da docência. “Sempre soube que queria ser professora, mas para ensinar tens de ter também a experiência de palco. É importante para depois transmitir essa parte”, diz Reme Rodriguez que, após concluir os estudos, esteve oito anos como bailarina.
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