Na parede da sala, atrás de Alda Sousa, há um quadro que perpetua a fotografia de um menino a pôr um cravo na G3 de um militar naquele dia 25 de Abril de 1974, que, mudaria, para sempre, o rumo de País e das suas gentes. “Foi a coisa mais maravilhosa da minha vida, a par do nascimento da minha neta”, confessa a antiga vidreira da Marinha Grande, que sofreu na pele as “maldades” – “para não dizer coisa pior” – da ditadura.
Nunca foi presa, mas viu familiares e amigos caírem às mãos da PIDE. Ela própria estava referenciada e vigiada pela polícia do Estado Novo. “Tive sempre muito medo”, assume Alda, contando que, quando alguém ia à fábrica à sua procura, “nunca aparecia à primeira”.
Apoiar os autores e subscrever conteúdos
Isto é material de primeira qualidade. Subscreva para ler o artigo completo.










