Às mãos experientes de Paulo Duarte chegam livros de vários feitios, degradados, rasgados, mal amanhados com fita-cola, e que, graças à sua paciência e perícia, saem do atelier com ar renovado, em Óbidos. Paulo Duarte é encadernador e restaurador de livros há mais de 30 anos, um ofício que aprendeu com a família, mas que, lamenta, dificilmente terá a quem ensinar.
O avô de Paulo Duarte tinha uma oficina de encadernação, em Lisboa, onde a sua mãe chegou a trabalhar. Depois da morte do avô, e com a extinção da oficina, a mãe de Paulo passou a trabalhar numa gráfica, em Caldas da Rainha. “Eu próprio cheguei a trabalhar numa gráfica e a minha mãe foi-me ensinando. Assim como outro senhor, que também lá trabalhava”, recorda Paulo Duarte.
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