Recuperar e valorizar são as palavras- chaves do plano de acção que o Município de Leiria, com o apoio técnico Pedro Teiga, especialista em engenharia de rios, está a traçar para o Lis e que vai avançar já no próximo ano. A limpeza de margens, com a remoção de invasoras e a sua substituição por espécies autóctones, e o combate à erosão com recurso a enroncamentos naturais, são algumas medidas previstas numa intervenção que abrangerá cerca de nove quilómetros de rio, entre o viaduto da A8 (na zona da Guimarota) e a foz do Lena, na Ponte das Mestras, envolvendo o troço citadino do Lis. As partes finais da ribeira do Sirol e do Lena também serão intervencionadas.
Durante a apresentação que fez na reunião de Câmara de terça-feira, Pedro Teiga explicou que a intervenção vai também permitir pôr a descoberto focos de poluição do rio, que podem depois ser combatidos com “maior eficácia”. Segundo revelou, a obstrução com vegetação, nomeadamente por espécies exóticas, e descargas de saneamento, provenientes, por exemplo, de ligações “ilegais” e de rupturas nas condutas, são as principais problemáticas do troço a intervencionar identificadas pelo estudo.
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