Samuel Úria (Tondela, 1979) vai a palco na Marinha Grande já neste fim-de-semana (sábado, 17 de Janeiro, 21:30 horas, no Teatro Stephens) e está assim de regresso a uma região que conhece bem desde a infância e aonde volta com frequência para escrever. “A Marinha Grande é a terra do país onde tenho mais tios”, explica. “Posso usufruir de uma casa ali ao pé de São Pedro de Moel, em Água de Madeiros, é o sítio onde tenho escrito a maior parte dos meus discos, porque é muito isolado”. No Teatro Stephens, vai contar com a colaboração de Carol, artista com raízes na Marinha Grande que participa na faixa “Daqui para trás”, do álbum 2000 A. D., o mais recente na discografia do cantor e compositor que, antes de se dedicar em exclusivo à música, deu aulas em Leiria, na disciplina de Educação Visual e Tecnológica.
O concerto do próximo sábado, no Teatro Stephens, é quase como jogar em casa?
Sei que as pessoas estão a par, as pessoas que são minhas familiares aqui, mas nem sei se vêm ou se não vêm. Eles até costumam ir aos concertos a Lisboa, por isso presumo que estarão cá. A maior parte das canções que vão aqui desfilar foram escritas muito perto, ou seja, este acho que é o palco mais próximo do sítio em que as canções foram escritas. E nesse sentido as canções vão estar em casa, de facto.
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