PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Se nada mudar a bem…

Estamos, mais uma vez, diante de uma crise, agora tudo indica de dimensões bíblicas, e, se nada for feito, o fosso de desigualdades será maior do que alguma vez conhecemos.

Fernando Gonçalves, INTERVIR JÁ – Movimento Cívico Fernando Gonçalves, INTERVIR JÁ – Movimento Cívico
8 de Maio de 2020
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Fernando Gonçalves, INTERVIR JÁ – Movimento Cívico
Fernando Gonçalves, INTERVIR JÁ – Movimento Cívico8 de Maio de 2020

Esta pandemia veio despertar, espero, a Humanidade e a nossa humanidade para a sua enorme fragilidade.

Ao ameaçar todos, por igual, teve a virtuosidade de, por uma vez, fazer as pessoas deixarem de olhar para as calamidades como realidades alheias.

Estas, apesar de ocorrerem mesmo ao nosso lado na Síria, na Líbia ou no Mediterrâneo, passam, fugazmente, nos ecrãs da televisão que o zapping transforma em meros instantâneos.

De outras realidades distantes, como por exemplo o facto (um entre tantos) de no Iemen uma criança morrer de desnutrição, a cada 10 minutos, as cadeias de televisão não querem ou fingem não saber.

A culpa, no entanto, não é das televisões, mas sim da nossa fraca massa crítica, enquanto cidadãos consumidores, de um bem essencial que é a informação.

Há uns anos atrás, um conhecido gestor de topo, de um dos maiores bancos nacionais, afirmou, sem pudor, que os portugueses, de entre eles os que ganhavam o salário mínimo, aguentariam a austeridade.

Afirmação jocosa que o próprio, percebendo o impacto mediático negativo que teve, veio, mais tarde, reconhecer como infeliz.

Nessa “mea culpa”, contou que havia sido abordado, junto à escola da neta, por uma senhora que o interpelou para a miséria que vivia e que era visível pelo seu aspeto.

Muito bonita a assunção pública do arrependimento, mas o que é certo é que, mesmo carregando com a sua “pesada mágoa”, esse gestor, sumptuosamente pago, continuou a auferir cerca de meio milhão de euros de remuneração por ano, além de comissões, enquanto o povo aguentou, claro.

A questão que nos deve levar a refletir é a de saber o preço que os mais desfavorecidos e mais mal remunerados tiveram de pagar para suportar essa sua “sorte”.

Podemos, no limite, questionar sobre que direito superior tem a neta desse gestor a uma vida faustosa vivida “paredes meias” com outras crianças que a única refeição decente que têm por dia é aquela que tomam na escola.

Estamos, mais uma vez, diante de uma crise, agora tudo indica de dimensões bíblicas, e, se nada for feito, o fosso de desigualdades será maior do que alguma vez conhecemos.

Para começar, é preciso acabar, de uma vez por todas, com a infâmia dos salários que mal dão para comer, dentro da mesma realidade económica, onde outros ganham esse valor multiplicado por dezenas ou até centenas de vezes.

Nada me choca que o presidente do Conselho de Administração de uma grande empresa, como a EDP, ganhe duzentos mil euros, por mês, desde que pague noventa por cento de imposto.

Os “senhores do dinheiro” dirão que é um abuso e nós devemos perguntar a que abuso se referem, o do imposto ser elevado ou o abuso de, mesmo assim, esse gestor ganhar vinte mil euros por mês.

A questão da distribuição da riqueza e, por conseguinte, da pobreza, manifestou-se, de forma pungente, na crise anterior e temo que venha a revelar-se ainda mais, flagrantemente, desta vez.

Algo tem de ser feito, pois é ridículo autodenominarmo-nos como “mundo civilizado” onde uns passam fome e outros tomam “Kompensan”.

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: fernando gonçalvesopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação

Decidi, vou viajar!

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?